RAINHA DA PAZ NO FACEBOOK

terça-feira, 31 de março de 2009

Papa pede que ricos sejam sensíveis ao drama da fome no mundo

Da Redação, com Rádio Vaticano


O Santo Padre dedica ao Apostolado da Oração, uma intenção geral e uma intenção particular para cada mês. Para o mês de abril, o Papa convida, na intenção geral, os cristãos a rezarem "a fim de que o Senhor abençoe o trabalho dos agricultores com uma colheita abundante, e torne os povos mais ricos sensíveis ao drama da fome no mundo".

O Pontífice faz uma triste constatação: a fome no mundo, ao invés de diminuir, aumenta. As pessoas atingidas pela desnutrição já são quase um bilhão.

Para Bento XVI não se trata de "uma mera fatalidade, provocada por situações ambientais adversas ou de calamidades naturais desastrosas", de fato, existem no planeta recursos suficientes para erradicar a fome. Trata-se de um verdadeiro escândalo, que se deve, sobretudo, a uma lógica que faz o lucro prevalecer sobre a dignidade humana.

Segundo o Papa, são necessárias "providências corajosas" que respeitem o princípio da "destinação universal dos bens da terra", contrastando uma globalização que se faz segundo a lei do mais forte e com políticas protecionistas que impedem aos mais pobres o acesso aos mercados.

Quem paga com isso são as populações rurais dos países em via de desenvolvimento: o trabalho delas "é avidamente explorado e a sua produção é desviada para mercados distantes, com pouco ou nenhum benefício para a comunidade local", com a conseqüente emigração e desagregação das famílias.

Bento XVI indica o trágico paradoxo de um mundo "que experimenta uma riqueza sem precedentes, tanto econômica quanto científica e tecnológica", junto a uma crescente e dramática pobreza.

Diante dessa realidade, o Papa ressalta que se faz "necessário reconhecer que o progresso técnico, embora necessário, não é tudo. O verdadeiro progresso é somente aquele que salvaguarda a dignidade do ser humano na sua inteireza e permite a todo povo partilhar os seus recursos espirituais e materiais, em benefício de todos".

Comprometimento

Bento XVI destaca a necessidade de uma colaboração entre países ricos e pobres, entre instituições internacionais e organizações não-governamentais: a necessidade de uma ação conjunta que ajude "as comunidades indígenas a prosperar em seus próprios territórios e a viver em harmonia com as suas culturas tradicionais".

Nesse sentido, o Santo Padre afirma que cada um de nós deve se sentir comprometido em primeira pessoa, até mesmo mudando estilo de vida, a combater a desnutrição.

Uma antiga sentença dos padres da Igreja afirma: 'Dê de comer àquele que se encontra moribundo por causa da fome, porque, se não você não tiver dado de comer, o terá assassinado'.

O Pontífice convidou ao jejum para esta Quaresma, o que significa "privar-nos de algo para ajudar os outros", e recordou que no fim da vida seremos julgados sobre o amor: "tive fome e me destes de comer" (Mt 25, 35)
.

São Benjamim

Diácono e Mártir

Nasceu no ano de 394 na Pérsia, e ao ser evangelizado, começou a participar da Igreja ao ponto de descobrir sua vocação ao diaconato.

Serviu a Palavra e aos irmãos na caridade, chamando a atenção de muitos para Cristo.

Chegou a ser preso por um ano, sofrendo, e se renunciasse ao nome de Jesus, seria solto. Porém, mesmo na dor, na solidão e na injustiça, ele se uniu ainda mais ao Cristo crucificado.

Foi solto com a ordem de não falar mais de Jesus para ninguém, o que era impossível, pois sua vida e seu serviço evangelizavam.

Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver, muitos leprosos fossem curados e assim muitos corações duvidosos se abriram a Deus.

Foi novamente preso, levado a publico e torturado para que renunciasse à fé. Perguntou entao ao Rei, se gostaria que algum de seus súditos fosse desleal a ele. Obviamente que o rei disse que não. E assim o diácono disse que assim também ele, não poderia renunciar a sua fé, a seu Rei, Jesus Cristo.


E por não renunciar a Jesus, foi martirizado. Isso no ano de 422.

São Benjamim, rogai por nós!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Padre Paulo Ricardo: o que é a Inveja?

“Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração, é invejar os dons de Deus que o irmão possui sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração, entregando o espírito e os sentidos à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!” “A alegria exorciza o demônio”. São Francisco de Assis. Então nossa verdadeira alegria por nós e pelo dom dos outros será um antídoto contra a inveja.

domingo, 29 de março de 2009

Quaresma: Concretização da nova e eterna aliança

São Constantino

Rei de uma região da Inglaterra, casou-se, mas não assumiu seriamente esta aliança, tanto que deixou a esposa para se dedicar as guerras militares. Nesta aventura de poder e fama, ele – como São Paulo - 'caiu do cavalo'. Era pagão, converteu-se ao cristianismo e assumiu seriamente o chamado a santidade.

Entrou para um mosteiro Irlandês e descobriu seu chamado ao sacerdócio, ligado a missão. Junto com outro santo, percorreu muitas regiões da Inglaterra anunciando o nome de Jesus, que tem o poder de nos dar a vitória sobre o 'homem velho'.

Constantino foi martirizado no ano de 598, atacado por pagãos duros de coração com o Evangelho.


São Constantino, rogai por nós!

Primeira leitura (Jeremias 31,31-34)

Leitura do Livro do profeta Jeremias:

31Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança;
32não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão, para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor.
33“Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, — diz o Senhor: — imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de escrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão o meu povo.
34Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’ Todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 50)

— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!
— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!/ Na imensidão de vosso amor, purificai-me!/ Lavai-me todo inteiro do pecado,/ e apagai completamente a minha culpa!
— Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— Dai-me de novo a alegria de ser salvo/ e confirmai-me com espírito generoso!/ Ensinarei vosso caminho aos pecadores,/ e para vós se voltarão os transviados.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Segunda leitura (Hebreus 5,7-9)

Leitura da Carta aos Hebreus:

7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido por causa de sua entrega a Deus.
8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu.
9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Evangelho (João 12,20-33)

Domingo, 29 de Março de 2009
5º Domingo da Quaresma




— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo,
20havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa.
21Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus”.
22Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus.
23Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado.
24Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto.
25Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
26Se alguém me quer seguir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.
27Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.
28Pai, glorifica o teu nome!” Então veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!”
29A multidão, que aí estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”.
30Jesus respondeu e disse: “Essa voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós.
31É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso,
32e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”.

33Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 28 de março de 2009

São Guntrano

Guntrano teve muitos descaminhos, muitas opções erradas. Teve muitas mulheres e muitos filhos. Como todo ser humano, buscou a felicidade, porém em lugares errados.

Um homem social, político e de grande influência, mas com o coração inquieto e desejoso de algo maior.

Deu toda a sua herança para um sobrinho e se decidiu a viver uma radicalidade cristã, ou seja, viver o chamado à santidade.

Então, Guntrano passou a ouvir a Palavra de Deus e a acolher os conselhos dos bispos. Governou na justiça, a partir dos bons conselhos recebidos. Viveu a renúncia de si mesmo para abraçar a cruz e fazer a vontade de Deus.

Faleceu com 68 anos, depois de consumir-se no amor a Deus e aos irmãos, sendo cristão na sociedade.

São Guntrano, rogai por nós!

sexta-feira, 27 de março de 2009

São Ruperto

Bispo

O santo de hoje foi um grande apóstolo da Baviera, Alemanha. A pedido do Rei, foi convidado a evangelizar a França, e fez este belo trabalho. Após ser eleito bispo, a Corte da Baviera o chamou, convidando-o também a evangelizar aquelas terras.

Juntamente com o apoio do Rei pôde ter o apoio de muitos religiosos, inclusive de sua irmã, que também era consagrada.

São Ruperto evangelizou a muitos, fazendo a Boa Nova chegar as altas autoridades, ao ponto de que o sucessor do Rei já ser evangelizado.

Antes de sua última Santa Missa, sua irmã ouviu a sua oração de entrega: “Pai, em Tuas mãos eu entrego o meu espírito”.

Em toda a sua vida, e também na morte, viveu a entrega a Deus.

São Ruperto, rogai por nós!

Soberba: a cultura do ego






'Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo'

A soberba é o pior de todos os pecados capitais. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus e Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”. Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é a grande virtude, a que mais caracterizou o próprio Jesus: “Manso e humilde de coração” (cf. Mt 11,29) e também marcou a vida da Virgem Maria: “A serva do Senhor” (cf. Lc 1, 38), assim como a de São José e de todos os santos da Igreja.

São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo ele soberbo, não sabe se defender contra a humildade. Por isso, com essa arma ele [maligno] foi vencido por Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Santíssima Virgem Maria, pelo glorioso São José, São Miguel e os demais santos.

A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a “fonte” dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago: “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes” (Tg 1,17).

O soberbo se esquece de que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, d'Ele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele “rouba a glória de Deus”, pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem só ao Senhor. São Paulo lembra aos coríntios que: “Nossa capacidade vem de Deus” (II Cor 3,5). Aos romanos ele afirma: “Não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto” (Rm 12,3). E “Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Rm 12,16). Aos gálatas, o Apóstolo dos gentios declara: “Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gl 6, 3).

A soberba tem muitos filhos: o orgulho, a vaidade, a vanglória, a arrogância, a prepotência, a presunção, a autosuficiência, o amor-próprio, o exibicionismo, o egocentrismo, a egolatria, etc. Podemos dizer que ela é a “cultura do ego”. Você já reparou quantas vezes por dia dizemos a palavra “eu”? “Eu vou”, “Eu acho, “Eu penso que…”, “Mas eu prefiro…”, etc.. A luta do cristão é para que essa “força” puxe-o para Deus e não para o ego. Jesus, nosso Modelo, disse: “Não busco a minha glória” (Jo 8,50). São Paulo insistia no mesmo ponto: “É porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar os homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Deus” (Gl 1,10).

A soberba é o oposto da humildade; essa palavra vem de “húmus”, aquilo que se acha na terra, pó. O humilde é aquele que reconhece o seu “nada”, embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a glória d'Ele, como afirma santo Irineu no século II. São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, no século V, disse que: “Toda a vitória do Salvador, dominando o demônio e o mundo, foi iniciada na humildade e consumada na humildade!”.

Adão e Eva, sendo criaturas, quiseram “ser como deuses” (cf. Gen 3,5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Cristo foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso, Ele afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. Façamos como Santa Teresinha que procurava o último lugar…

Oração Diante das Tentações

Mãe querida, acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. Amém.

Padre Luizinho,
http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/

quinta-feira, 26 de março de 2009

São Bráulio

Bispo

O santo de hoje, foi um bispo de 631 a 651.
Ele nasceu em uma família muito sensível à vontade do Senhor: uma irmã foi para a vida religiosa e tornou-se abadessa. Outro irmão foi para uma Abadia e outro, chegou a Bispo.

Depois de entrar para a vida de oração e contemplação numa abadia, Bráulio conheceu em Sevilha Santo Isidoro, escritor e santo.

Fecundo escritor e grande pastor, São Bráulio foi escolhido para Bispo em Saragoça., participando ativamente em 3 Concílios de Toledo.

São Bráulio, rogai por nós!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Novena em honra a gestação de Maria.











Convido você a rezá-la junto comigo. Faremos a oração abaixo todos os dias 25 - iniciando no dia de hoje - durante os noves meses de ‘gestação’ da Virgem Maria.

Oh! Virgem Santa Imaculada, sem mancha, vós preparastes em vosso seio virginal a morada do Filho de Deus. Eu me envergonho de aparecer diante de vós. Desejo que o Filho de Deus, o qual quis nascer de vós, renasça espiritualmente em mim e me conceda esta graça de que tanto necessito (dizer a graça).

Prostro-me a vossos pés, oh, Santa Mãe de Deus, e debaixo do vosso olhar terno, doce e puro, das vossas mãos benditas e de vosso manto sagrado, eu vos louvo e bendigo, e entrego a minha vida. Reverencio-vos por todas as horas dizendo: Bendita seja, oh, Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, Santa Mãe de Deus. Amém!

Rezam-se 23 Ave-Maria e 24 jaculatórias como esta:
Bendita seja, oh, a Santa Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, Santa Mãe de de Deus. Amém!

(Retirada do livro Sofrer e Amar de Luzia Santiago, páginas 66 e 67)

terça-feira, 24 de março de 2009

Santa Catarina da Suécia

Virgem

Nasceu na Suécia, de família ligada aos reis. Sua mãe era Santa Brígida, que após o falecimento do esposo, se tornou uma peregrina até instalar-se em Roma.

Catarina foi formada na Abadia de Bisberg, permanecendo ali até casar-se. Não demorou muito tempo e seu esposo veio a falecer. Tinha um coração rendido a uma intimidade profunda com Deus, abriu-se a uma consagração total e foi viver junto de sua mãe em Roma, onde permaneceram por 23 anos.

Tornou-se Abadessa em Valdstena, onde permaneceu até a morte em 1381.

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!

domingo, 22 de março de 2009

Mensagem do Papa aos jovens e imagens com melhores momentos ao continente Africano

Quaresma: Alegria de esperar pela Páscoa de Cristo

Primeira leitura (2º Crônicas 36,14-16.19-23)

Leitura do Segundo Livro das Crônicas:

Naqueles dias, 14todos os chefes dos sacerdotes e o povo multiplicaram suas infidelidades, imitando as práticas abomináveis das nações pagãs, e profanaram o templo que o Senhor tinha santificado em Jerusalém.
15Ora, o Senhor Deus de seus pais dirigia-lhes freqüentemente a palavra por meio de seus mensageiros, admoestando-os com solicitude todos os dias, porque tinha compaixão do seu povo e da sua própria casa.
16Mas eles zombavam dos enviados de Deus, desprezavam as suas palavras, até que o furor do Senhor se levantou contra o seu povo e não houve mais remédio.
19Os inimigos incendiaram a casa de Deus e deitaram abaixo os muros de Jerusalém, atearam fogo a todas as construções fortificadas e destruíram tudo o que havia de precioso.
20Nabucodonosor levou cativos para a Babilônia, todos os que escaparam à espada, e eles tornaram-se escravos do rei e de seus filhos, até que o império passou para o rei dos persas.
21Assim se cumpriu a palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias: “Até que a terra tenha desfrutado de seus sábados, ela repousará durante todos os dias da desolação, até que se completem setenta anos”.
22No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor moveu o espírito de Ciro, rei da Pérsia, que mandou publicar em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, a seguinte proclamação:
23“Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e encarregou-me de lhe construir um templo em Jerusalém, que está no país de Judá. Quem dentre vós todos pertence ao seu povo? Que o Senhor, seu Deus, esteja com ele, e que se ponha a caminho”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 136)

— Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!
— Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!

— Junto aos rios da Babilônia/ nos sentávamos chorando,/ com saudades de Sião./ Nos salgueiros por ali/ penduramos nossas harpas.
— Pois foi lá que os opressores/ nos pediram nossos cânticos;/ nossos guardas exigiam/ alegria na tristeza:/ “Cantai hoje para nós/ algum canto de Sião!”
— Como havemos de cantar/ os cantares do Senhor/ numa terra estrangeira?/ Se de ti, Jerusalém,/ algum dia eu me esquecer,/ que resseque a minha mão!
— Que se cole a minha língua/ e se prenda ao céu da boca,/ se de ti não me lembrar!/ Se não for Jerusalém/ minha grande alegria!


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Segunda leitura (Efésios 2,4-10)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:

Irmãos: 4Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, 5quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos!
6Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos céus, em virtude de nossa união com Jesus Cristo.
7Assim, pela bondade que nos demonstrou em Jesus Cristo, Deus quis mostrar, através dos séculos futuros, a incomparável riqueza de sua graça.
8Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus!
9Não vem das obras, para que ninguém se orgulhe.
10Pois é ele quem nos fez; nós fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão, para que nós as praticássemos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Evangelho (João 3,14-21)

Domingo, 22 de Março de 2009
4º Domingo da Quaresma




Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:
14“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado,
15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.
20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas.
21Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 20 de março de 2009














Autodomínio



Devemos exercitar o domínio sobre nós mesmos


O futuro é o tempo que será construído por nós. O passado não volta e o presente, muitas vezes, é imutável. Mas se não tivemos a oportunidade de escolher nosso passado, podemos escolher e planejar nosso futuro. Com isso, vamos nos afeiçoando às coisas lá de cima.

Buscar as coisas do alto é caminhar para uma meta que sabemos que podemos atingir.

Deus está do nosso lado. O ser humano foi criado para dominar o mundo e as coisas do mundo. Deus o criou como parceiro. Temos o Espírito Santo que nos inspira e impulsiona para as coisas de Deus. Ele, que conhece as coisas do alto, nos ensina a amá-las e a gestá-las no coração.

Não adianta nada dominarmos as máquinas se as pessoas não conseguem se dominar. O primeiro domínio que devemos exercitar é o domínio sobre nós mesmos, sobre nossos desejos, acolhendo aquilo que está de acordo com as coisas do alto e rejeitando tudo aquilo que nos atrapalha na caminhada.

A certeza da morte e da vida eterna nos ajuda nesse processo. O medo da morte ou a tentação de se achar imortal, vivendo como se a morte não existisse, é uma das grandes causas da infelicidade humana. Não adianta amenizar a morte. Ela é a nossa única certeza. Sabendo disso, devemos canalizar nossa vida para valores que vencem a morte, que ultrapassam a morte, como Jesus fez e nos ensinou.

Essa certeza deve tornar-se também um parâmetro para que possamos julgar nossas ações, palavras e pensamentos. Se não sou eterno, o que tornarei eterno com minha vida? É preciso deixar marcas de eterno por onde passamos e com quem convivemos.

Buscar as coisas do alto é saber que essa meta é possível de ser alcançada. Não é fácil. Fácil é ir para o inferno, já que não exige esforço nenhum. As coisas de Deus são sempre difíceis, porque nos apegamos demais às coisas aqui da terra. Aliás, a dor maior que sentimos em nossas perdas é exatamente a dor do apego. Achamos que tudo é nosso e vivemos a ilusão de que tudo depende da gente.

Quando temos muita coisa para olhar e para cuidar, não olhamos para o essencial, aquilo que está além do óbvio.

(Artigo extraído do livro “Buscai as coisas do alto” do saudoso padre Léo)

Pe. Leo

quinta-feira, 19 de março de 2009

São José

Celebra-se hoje, 19 de março, a solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu Patrono.

Esposo da Virgem Maria

Modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, foi escolhido por Deus para ser patrono de toda a Igreja de Cristo.

Seu nome em hebraico significa “Deus cumula de bens”.

No Evangelho de S. Mateus vemos como foi dramático para ele acolher misteriosamente com docilidade e obediência a Deus, esta escolha tão grande: ser pai adotivo de Jesus, o Messias, o Salvador do mundo.

"Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa." (Mt 1,24).

O Verbo divino quis viver em família.

Hoje, nos deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”. Mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e na sua história, precisou renunciar a si mesmo, e na fé, obedecer a Deus, acolhendo a Virgem Maria e da mesma forma, ele acolhe a Igreja.

José é um grande intercessor de todos nós. Que como ele, possamos ser dóceis à Palavra do Senhor.

São José, rogai por nós!

quarta-feira, 18 de março de 2009

José, um modelo para os homens de hoje















O Evangelho de São Mateus, no capítulo primeiro, fala a respeito de São José: homem fiel, obediente, cheio de fé, totalmente entregue a Deus e a seu serviço.
“Eis qual foi a origem de Jesus Cristo. Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José. Ora, antes de terem coabitado, achou-se ela grávida por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la publicamente, resolveu repudiá-la secretamente” (Mateus 1,18-19).

Quando lemos esse trecho, achamos que é tudo muito normal. Mas, ponha-se nesta situação: José amava muito a Maria e confiava nela. Eles já estavam noivos e o noivado dos judeus significava casamento: havia aliança entre eles, havia um pacto. Apenas não moravam juntos, não coabitavam. E por isso não mantinham relações conjugais.

José estava em sua casa fazendo os últimos preparativos para buscar sua esposa e começarem a viver juntos. Enquanto a moça estava na casa de seus pais, eles eram marido e mulher, mas não casados. Quanto ela ia para a casa do noivo, eles se tornavam, de fato, “casados”. José confiava muito em Maria. Imagine com que carinho estava preparando tudo para ela. Imagine como ele estava se esmerando em arrumar a casa e os móveis: ele era carpinteiro. Tudo muito pobre, mas com carinho e com que amor!

Ele olhava para Maria e sonhava com tudo aquilo! Ele devia cantarolar enquanto trabalhava em sua marcenaria, preparando as coisas para a família que estava para iniciar.

Maria, de repente, diz que precisa ir à casa de Isabel. José não sabe por que, mas, ela diz que a prima está grávida. Ele não podia imaginar: Isabel era muito idosa. Que história era aquela? Grávida naquela idade? Mas Maria falou com tanta convicção... E claro, ele acreditava nela. Então, deixou-a ir. Ele deve tê-la ajudado a arrumar rapidamente a viagem, buscando a melhor caravana que ia do Norte da Palestina, Nazaré, para além de Jerusalém, onde morava a prima grávida. Preparou a melhor caravana, porque ela ia sozinha. Confiou nela totalmente.

Muitos meses se passaram entre a ida dela, o nascimento do Batista, a quarentena de Isabel e a sua volta. Quando ela voltou, estava com sinais claros de uma jovem grávida. José ficou surpreso. O que aconteceu? Ele sabia que a criança não era dele... Ele não era tolo, Maria estava grávida!

Imagine o drama no coração dele. Claro, no coração dela também, porque ela não tinha como explicar. Talvez hoje você pense: “Mas ela podia falar, podia explicar”. Como é que José ia entender? Com que palavras a Virgem Maria iria explicar que aquilo que estava acontecendo com ela era obra do Espírito Santo? Quando o anjo disse isso, ela acreditou. Foi uma certeza de fé. Depois ela começou a ver as evidências: não teve mais menstruação, começou a sentir os sintomas da gravidez, os sinais da criança que crescia no seu ventre... Como ela iria dizer isso a José? Como se explicar? Como ele iria entender que tudo aquilo era obra do Espírito Santo?
Maria só pôde guardar silêncio e esperar que o Senhor lhe mostrasse o caminho. Ela confiava em que o Senhor iria ajudá-la. Mas isso no meio de muito dor e muita espera. José do mesmo jeito. Imagine-o recebendo Maria! Como ele passou aqueles dias! Ele que sonhou tanto! Na ausência dela, ele preparou tudo para que, quando ela chegasse, pudessem fazer a festa de casamento. A casa estava prontinha. Tudo arrumado para recebê-la. E agora?

Só podia ser de outro! De quem seria aquela criança? O que teria acontecido. Ele não podia levá-la consigo e se passar por bobo diante de toda a população, que sabia quantos meses havia que Maria estava fora. José não podia assumir uma culpa que não era dele. Imagine tudo isso se passando no seu interior. Quanto sofrimento!

Era costume dos judeus, em caso de adultério, apedrejar a mulher. Evidentemente que ele nem podia imaginar isso. Ele a amava demais e confiava nela para entregá-la publicamente e deixar que a apedrejassem. Na sua justiça, ele resolve despedi-la secretamente. Então, o anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e explicou: “Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor dissera pelo profeta: 'Eis que a virgem conceberá [...]'”. Ela é virgem, José não podia imaginar... “E dará à luz um filho, ao qual darão o nome de Emanuel, o que se traduz: Deus Conosco. O que aconteceu com ela foi obra do Espírito Santo”. O pai adotivo de Jesus não seria capaz de compreender isso.

Nunca aconteceu na história da humanidade algo semelhante. Apesar de tudo, ele acreditou. A cabeça não podia compreender, mas ele se dobrava diante da Palavra de Deus. Tudo isso aconteceu em sonho, um anjo lhe falou em sonho, e ele aceitou! Ele investiu a vida, fosse Maria culpada ou não. Com o passar do tempo, ele foi vendo a realidade... Mas na hora, arriscou e investiu toda a sua vida. José confiou na Palavra de Deus e com grande alegria a recebeu. Fez a maior festa, levando-a para sua casa, grávida. Ele assumiu a paternidade. O povo da cidade devia dizer: “José, você parecia tão bonzinho, tão comportado. Maria também parecia tão boazinha! Que arte!”. José, silenciosamente, passou por tudo. Ele sabia que não era assim. Em Deus ele investiu tudo. Daí para a frente ele investe toda a sua vida em Maria e em Jesus vivendo somente para os dois.


(Trecho extraído do livro “Valei-me São José” de monsenhor Jonas Abib)

Discurso do Papa aos bispos de Camarões

VIAGEM APOSTÓLICA

DO SANTO PADRE BENTO XVI

A CAMARÕES E ANGOLA

(17-23 DE MARÇO DE 2009)

ENCONTRO COM OS BISPOS DE CAMARÕES

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

Igreja Christ-Roi in Tsinga - Yaoundé

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Senhor Cardeal,

Amados Irmãos no Episcopado!


Este encontro com os pastores da Igreja Católica nos Camarões representa para mim uma grande alegria. Agradeço a D. Simon-Victor Tonyé Bakot, Arcebispo de Yaoundé e Presidente da vossa Conferência Episcopal, as amáveis palavras que me dirigiu em vosso nome. É a terceira vez que o vosso país acolhe o Sucessor de Pedro e, como sabeis, o motivo da minha viagem é primariamente uma ocasião para encontrar os povos deste amado continente africano e entregar aos Presidentes das Conferências Episcopais o Instrumentum laboris da Segunda Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a África. Nesta manhã, desejo, por vosso intermédio, saudar afectuosamente todos os fiéis que estão confiados aos vossos cuidados pastorais. A graça e a paz do Senhor Jesus estejam com cada um de vós, com todas as famílias do vosso grande e belo país, como os presbíteros, os religiosos e as religiosas, os catequistas e as pessoas comprometidas convosco no anúncio do Evangelho.

Neste ano dedicado a São Paulo, é particularmente oportuno recordarmo-nos da urgente necessidade de anunciar o Evangelho a todos. Este mandato, que a Igreja recebeu de Cristo, permanece uma prioridade, porque são ainda numerosas as pessoas que aguardam pela mensagem de esperança e amor que lhes permitirá «participar, livremente, da glória dos filhos de Deus» (Rom 8, 21). E assim convosco, queridos Irmãos, são enviadas as vossas comunidades diocesanas inteiras a dar testemunho do Evangelho. O Concílio Vaticano II recordou vigorosamente que «a actividade missionária dimana intimamente da própria natureza da Igreja» (Ad gentes, 6). Para guiar e estimular o Povo de Deus nesta tarefa, os Pastores devem ser eles mesmos, antes de mais, anunciadores da fé a fim de conduzir a Cristo novos discípulos. O anúncio do Evangelho é próprio do Bispo, que pode afirmar também, como São Paulo: «Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois que me é imposta essa obrigação: Ai de mim se não evangelizar!» (1 Cor 9, 16). Os fiéis, para confirmar e purificar a sua fé, têm necessidade da palavra do seu Bispo, que é o catequista por excelência.

Para desempenhar esta missão de evangelização e dar resposta aos múltiplos desafios da vida do mundo actual, é indispensável, para além dos encontros institucionais naturalmente necessários, que uma profunda comunhão una os Pastores da Igreja. A qualidade dos trabalhos da vossa Conferência Episcopal, que bem reflectem a vida da Igreja e da sociedade camaronesa, permite-vos buscar, juntos, respostas para os vários desafios que a Igreja deve enfrentar e, por meio das vossas cartas pastorais, dar directrizes comuns para ajudar os fiéis na sua vida eclesial e social. A consciência profunda da dimensão colegial do vosso ministério deve impelir-vos a realizar entre vós as múltiplas expressões da fraternidade sacramental, que vão do acolhimento e da estima recíproca até às diversas delicadezas de caridade e colaboração concreta (cf. Pastores gregis, 59). Uma efectiva cooperação entre as dioceses, nomeadamente para uma melhor distribuição dos presbíteros no vosso país, só pode favorecer as relações de solidariedade fraterna com as Igrejas diocesanas mais pobres a fim de que o anúncio do Evangelho não sofra pela falta de ministros. Esta solidariedade apostólica há-de alargar-se generosamente às necessidades das outras Igrejas locais, e de modo particular às do vosso continente. Deste modo manifestar-se-á claramente que também as vossas comunidades cristãs, a exemplo das que vos trouxeram a mensagem evangélica, são uma Igreja missionária.

Amados Irmãos no Episcopado, o Bispo e os seus presbíteros são chamados a cultivar relações de particular comunhão, fundadas sobre a sua especial participação no único sacerdócio de Cristo, embora em graus diversos. A qualidade dos vínculos com os presbíteros, que são os vossos colaboradores principais e insubstituíveis, é de importância fundamental. Vendo no seu Bispo um pai e um irmão que os ama, que os escuta e conforta nas suas provações, que presta uma atenção privilegiada ao seu bem-estar humano e material, eles sentem-se encorajados a assumir plenamente o seu ministério de maneira digna e eficaz. O exemplo e a palavra do seu Bispo é para eles uma ajuda preciosa para atribuírem à sua vida espiritual e sacramental um lugar central no seu ministério, incitando-os a descobrir e viver cada vez mais profundamente que o específico do pastor é ser primariamente um homem de oração e que a vida espiritual e sacramental é uma riqueza extraordinária que nos é dada para nós mesmos e para o bem do povo que nos está confiado. Convido-vos, enfim, a velar com particular atenção pela fidelidade dos presbíteros e das pessoas consagradas aos compromissos assumidos com a sua ordenação e com o seu ingresso na vida religiosa, a fim de perseverarem na sua vocação para uma maior santidade da Igreja e para a glória de Deus. A autenticidade do seu testemunho requer que não haja qualquer diferença entre o que ensinam e o que vivem cada dia.

Nas vossas dioceses, são numerosos os jovens que se apresentam como candidatos ao sacerdócio. E por isso não podemos senão dar graças ao Senhor. É essencial que se faça um discernimento sério. Com tal finalidade, não obstante as dificuldades de organização que possam às vezes verificar-se a nível pastoral, encorajo-vos a dar prioridade à selecção e preparação dos formadores e dos directores espirituais. Devem ter um conhecimento pessoal e profundo dos candidatos ao sacerdócio e serem capazes de garantir-lhes uma sólida formação humana, espiritual e pastoral que faça deles homens maduros e equilibrados, bem preparados para a vida sacerdotal. O vosso constante apoio fraterno ajudará os formadores a cumprirem a sua tarefa movidos pelo amor à Igreja e à sua missão.

Desde as origens da fé cristã nos Camarões, os religiosos e as religiosas têm dado um contributo fundamental para a vida da Igreja. Convosco dou graças a Deus e alegro-me pelo crescimento da vida consagrada entre as filhas e filhos do vosso país, que permitiu também a manifestação dos carismas próprios da África nas comunidades nascidas no vosso país. Com efeito, a profissão dos conselhos evangélicos é como «um sinal que pode e deve atrair eficazmente todos os membros da Igreja a corresponderem animosamente às exigências da vocação cristã» (Lumen gentium, 44).

No vosso ministério de proclamação do Evangelho, sois ajudados também por outros agentes pastorais, particularmente os catequistas. Na evangelização do vosso país, estes tiveram e têm ainda um papel determinante. Agradeço-lhes a sua generosidade e fidelidade no serviço da Igreja. Através deles, realiza-se uma autêntica inculturação da fé. Por isso, é essencial a sua formação humana, espiritual e doutrinal. O apoio material, moral e espiritual que os pastores lhes dão para cumprirem a sua missão em boas condições de vida e de trabalho, é também para eles a expressão do reconhecimento, por parte da Igreja, da importância do seu compromisso para o anúncio e o desenvolvimento da fé.

Entre os numerosos desafios que encontrais na vossa responsabilidade de Pastores, preocupa-vos de modo particular a situação da família. As dificuldades devidas especialmente ao impacto da modernidade e da secularização com a sociedade tradicional induzem-vos a preservar com determinação os valores fundamentais da família africana, fazendo da sua evangelização em profundidade uma das prioridade principais. Na promoção da pastoral familiar, tendes a peito favorecer uma melhor compreensão da natureza, dignidade e função do matrimónio que supõe um amor indissolúvel e estável.

A liturgia ocupa um lugar importante na manifestação da fé das vossas comunidades. Habitualmente, estas celebrações eclesiais são festivas e animadas, exprimindo o fervor dos fiéis, felizes por estarem juntos, como Igreja, para louvar o Senhor. Entretanto é essencial que a alegria assim manifestada não seja obstáculo mas meio para entrar em diálogo e comunhão com Deus, através de uma real interiorização das estruturas e palavras de que se compõe a liturgia, para que esta traduza o que se passa no coração dos crentes, em real união com todos os participantes. Um sinal eloqüente desta é a dignidade das celebrações, sobretudo quando estas se desenrolam com grande afluência de participantes.

O avanço de seitas e movimentos esotéricos e a influência crescente de uma religiosidade supersticiosa como também do relativismo são um premente convite a dar um novo impulso à formação dos jovens e dos adultos, particularmente nos meios universitários e intelectuais. Nesta perspectiva, desejo encorajar e louvar os esforços do Instituto Católico de Yaoundé e de todas as instituições eclesiais que têm por missão tornar acessível e compreensível a todos a Palavra de Deus e a doutrina da Igreja. Alegro-me por saber que, no vosso país, os fiéis leigos estão cada vez mais empenhados na vida da Igreja e da sociedade. As numerosas associações de leigos que florescem nas vossas dioceses são sinal da obra do Espírito no coração dos fiéis e contribuem para um renovado anúncio do Evangelho. Apraz-me sublinhar e encorajar a participação activa das associações femininas nos diversos sectores da missão da Igreja, demonstrando assim uma real consciência da dignidade da mulher e da sua vocação específica na comunidade eclesial e na sociedade. Dou graças a Deus pelo empenho que os leigos manifestam de contribuir para o futuro da Igreja e para o anúncio Evangelho. Pelos sacramentos da iniciação cristã e os dons do Espírito Santo, eles ficam habilitados e comprometidos a anunciar o Evangelho servindo a pessoa e a sociedade. Por isso encorajo-vos vivamente a perseverar nos vossos esforços para lhes dar uma sólida formação cristã que lhes permita «desempenharem plenamente o seu papel de animação cristã da ordem temporal (política, cultural, económica, social), que é empenho característico da vocação secular do laicado» (Ecclesia in Africa, 75).

No contexto da globalização que bem conhecemos, a Igreja nutre um interesse particular pelas pessoas mais necessitadas. A missão do Bispo impele-o a ser o principal defensor dos direitos dos pobres, a suscitar e favorecer o exercício da caridade, manifestação do amor do Senhor pelos humildes. Assim os fiéis são levados a descobrir concretamente que a Igreja é uma verdadeira família de Deus, congregada pelo amor fraterno, que exclui todo o etnocentrismo e particularismo excessivos e contribui para a reconciliação e a colaboração entre as etnias para o bem de todos. Por outro lado, a Igreja quer, através da sua doutrina social, despertar a esperança nos corações dos marginalizados. Dever dos cristãos, sobretudo dos leigos que têm responsabilidades sociais, económicas, políticas, é também deixar-se guiar pela doutrina social da Igreja, a fim de contribuírem para a edificação dum mundo mais justo onde cada um possa viver com dignidade.

Senhor Cardeal, amados Irmãos no Episcopado, no termo do nosso encontro, quero exprimir uma vez mais a minha alegria por estar no vosso país e encontrar o povo camaronês. Agradeço-vos o vosso caloroso acolhimento, sina da generosa hospitalidade africana. Que a Virgem Maria, Nossa Senhora da África, vele sobre todas as vossas comunidades diocesanas. Confio-Lhe o povo camaronês inteiro, e do fundo do coração concedo uma afectuosa Benção Apostólica a vós bem como aos presbíteros, aos religiosos e religiosas, aos catequistas e a todos os fiéis das vossas dioceses.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Seis passos para viver bem a Quaresma















A Quaresma é um tempo de graça, um verdadeiro Kairos, tempo da manifestação de Deus. Esse período tem como característica duas realidades muito importantes: 1ª: Olhar para Jesus; 2ª: Conversão.

Nesse tempo, somos levados pela Igreja a seguir Jesus em Seus últimos momentos de vida na terra para – junto com Ele – aprendermos o que é o amor e a misericórdia. Quaresma é também conversão, revisão de vida e mudança de atitude. Tudo concorre para isso nesse período: a liturgia, os cânticos, as orações.

É tempo de olhar para tudo o que temos vivido e como o temos vivido: nossos relacionamentos em casa, no trabalho, na escola, nosso relacionamento com Deus. Será que Ele tem sido o nosso tudo? Nossa relação com Ele é de confiança, de intimidade e amor?

Algumas atitudes nossas podem nos ajudar a mergulhar fundo nessa graça. Por exemplo:

1. Aproveite esse tempo para silenciar um pouco, criar um clima de interioridade, evitando músicas muito altas em casa, no quarto; valorizando as que nos levam a uma maior reflexão e oração.

2. Separe um tempo do dia para a oração pessoal. Crie em sua casa ou no seu quarto um pequeno altar, ali coloque um crucifixo, uma vela, a Bíblia aberta, para que o ambiente seja convidativo à oração.

3. Nas sextas-feiras, se for possível, medite as estações da Via-Sacra. Isso o ajudará a mergulhar no mistério da Paixão do Senhor.

4. Durante o tempo quaresmal se proponha a também fazer obras de misericórdia. Por exemplo: visitar um doente, visitar um asilo, levar alguma ajuda concreta a uma família mais carente, como roupas que você já não esteja usando ou alimentos. Tudo isso gerará em seu coração um sentimento de alegria por poder fazer algo de bom a alguém.

5. Quaresma também é tempo de perdoar e de pedir perdão. Se você tem alguém a quem precisa perdoar, peça a Deus a graça de conceder esse perdão e se foi você que feriu esse alguém, dê o passo em direção à pessoa e peça-lhe perdão. É tempo de reconstruir as pontes de reconciliação.

6. A confissão é fundamental nesse período, não deixe para a última hora, procure o sacerdote no decorrer da Quaresma para que, auxiliado pela graça desse sacramento, você colha todos os frutos desse tempo.
O importante é que você e eu tomemos consciência de tudo o que o Senhor deseja realizar em nossas vidas e nos esforcemos para não deixar a graça passar
.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo
Consultor da Congregação do Clero, em assuntos de catequese junto à Santa Sé; professor de Filosofia e Teologia; e reitor do Seminário Cristo Rei de Cuiabá (MT)

domingo, 15 de março de 2009

Quaresma: Renovação da vida cristã pela conversão

Entrar na lógica da Cruz de Cristo, doar-se sem medidas, sem reservas e despojar-se completamente é o convite que a liturgia nos faz neste Terceiro Domingo da Quaresma.

A reflexão deste domingo feita pelo biblista brasileiro padre Pedro Luís Schiavinato, atualmente residente na Terra Santa, foi gravada no pátio de entrada da Basílica do Getsêmani localizada na parte mais baixa do Monte das Oliveiras em Jerusalém. O local permite a visão do Vale do Cedrom, formado no norte de Jerusalém seguindo até o Mar Morto. O Cedrom circunda a parte da cidade antiga de Jerusalém onde foi construído o Templo citado no Evangelho deste domingo.

O Vale do Cedrom, na Bíblia, também é chamado de Vale de “Josafat” (o nome Josafat é de origem semítica e significa “Deus julga”), ‘pois nele se reunirão todas as nações para serem julgadas’ (confira em Joel 3, 1-3). Com base nessa passagem que em sua encosta surgiram os cemitérios dos judeus e dos muçulmanos, com a esperança que a ressurreição e juízo final aconteçam neste lugar. [Fotos do Vale do Cedrom]

Padre Pedro, além de refletir sobre o templo que é Jesus, propõe aos fiéis experimentar o poder do Crucificado.

Acompanhe a reflexão da 3ª Semana da Quaresma:


Que Jesus abençoe teus propósitos para a Quaresma e até o próximo domingo.

Alvejados no Sangue de Cristo

Eu sentia fortemente que o que vivemos neste final de semana é o Evangelho do 'Filho pródigo'. O Pai está alegre por você estar com Ele, talvez você tenha se perdido na enfermidade, na depressão, na opressão ou no sofrimento.

'Cheguemos, pois, com confiança ao Trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno' (Hebreus 4, 16).

O poder do Sangue de Jesus cura toda enfermidade. Devemos nos aproximar do Trono de Deus, confiantes e seguros, e pedir o milagre. Hoje é domingo, é o dia do Senhor, e este é um dia de milagres. Alegrem-se em Deus.

Não tem como chegar no Trono com pecados, precisamos nos purificar. Não podemos entrar no santuário de qualquer jeito, antes precisamos ser lavados pelo Sangue de Cristo. Permita que o Sangue do Senhor o purifique.

No nosso corpo há 5 litros de sangue, que gastam 23 segundos para precorrer todo o nosso corpo. O sangue trabalha para nos purificar. Se o nosso sangue trabalha a nosso favor, imagine o Sangue de Cristo.

Na Eucaristia recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, permita que o Sangue o purifique de dentro para fora, pois o que é impuro não vem de fora, mas de dentro.

O mais importante neste mundo não é o corpo, e sim alma. Jesus disse: 'não temas aqueles que podem fazer algo no seu corpo, porque na alma ninguém toca'. Permita que hoje Deus toque o seu interior.


“E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7,13 ss).

Quem de nós não tem tribulação? Eu estou aqui passando por tribulação. Na minha casa o meu filho está com quase quarenta graus de febre, meu coração de pai queria levá-lo ao médico, mas hoje preciso estar aqui, e creio que Deus agirá.

Humanamente eu queria que o meu filho tivesse brincando, mas ele está doente, mas a doença, o sofrimento tem o mistério. O sofrimento nos põe em ligação direta com o coração de Jesus. O sofrimento nos purifica.

Deus é compassivo, Ele sente a nosso dor, por isso nos diz: 'aproxime do Meu Trono'. Se temos uma dor, o nosso sofrimento deve ser uma oportunidade para estarmos ainda mais próximos de Jesus. Use o sofrimento como meio de purificação. Não reclame do sofrimento.

Só se aproxima do Trono de Deus quem se sente pequeno e humilde. A cura física não é o mais importante, o mais importante é a tua alma, a tua conversão. De nada adianta ser curado fisicamente e não se converter.

Transcrição e adaptação : Elcka Torres


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Flavinho
Consagrado da comunidade Canção Nova, cantor e compositor. Já gravou dois CDs: Alegra-te e Deixe-se amar.

São Clemente Maria Hofbauer

Dentro de uma família muitos simples, nasceu na Áustria, no ano de 1751.

Perdeu muito cedo o seu pai, e foi educado por sua piedosa mãe que o dizia: “ Procurai andar sempre nos caminhos agradaveis a Deus”.

Vocacionado ao sacerdócio, com muito esforço estudou a filosofia e teologia. Após ordenado padre redentorista, foi para Alemanha.

Ali, seu objetivo religioso não era somente servir a sua congregação, mas a toda a Igreja local, a ponto de ajudar a sua diocese a se redescobrir como pólo evangelizador.

São Clemente contribuiu para o aparecimento de muitos conventos e asilos, sinais materiais da força do Evangelho.
Consumido na missão, aos 70 anos, partiu para sua recompensa: a glória de Deus.

São Clemente Maria, rogai por nós!

Primeira leitura (Êxodo 20,1-3.7-8.12-17)


Domingo, 15 de Março de 2009
3º Domindo da Quaresma


Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias, 1Deus pronunciou todas estas palavras: 2“Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da escravidão.
3Não terás outros deuses além de mim.
7Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não deixará sem castigo quem pronunciar seu nome em vão.
8Lembra-te de santificar o dia de sábado.
12Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará.
13Não matarás.
14Não cometerás adultério.
15Não furtarás.
16Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
17Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 18)


Domingo, 15 de Março de 2009
3º Domindo da Quaresma


— Senhor, tens palavras de vida eterna.
— Senhor, tens palavras de vida eterna.

— A lei do Senhor Deus é perfeita,/ conforto para a alma!/ O testemunho do Senhor é fiel,/ sabedoria dos humildes.
— Os preceitos do Senhor são precisos,/ alegria ao coração./ O mandamento do Senhor é brilhante,/ para os olhos é uma luz.
— É puro o temor do Senhor,/ imutável para sempre./ Os julgamentos do Senhor são corretos/ e justos igualmente.
— Mais desejáveis do que o ouro são eles,/ do que o ouro refinado./ Suas palavras são mais doces que o mel,/ que o mel que sai dos favos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Segunda leitura (1º Coríntios 1,22-25)


Domingo, 15 de Março de 2009
3º Domindo da Quaresma


Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 22Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; 23nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos.
24Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.
25Pois o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Evangelho (João 2,13-25)

Domingo, 15 de Março de 2009
3º Domindo da Quaresma




— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.
14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados.
15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas.
16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”
17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”.
18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?”
19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”.
20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?”
21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo.
22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
23Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome.
24Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos;
25e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 14 de março de 2009

Caminhar na segurança da fé


Diz Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”(Jo10,10).
Pelo sacrifício de Jesus temos acesso a Deus e podemos ter vida plena. Mas porque não estamos tendo esta vida? Por ser só uma questão de fé. Existem muitas pessoas que não entendem a salvação, muitos católicos crêem que não são salvos. Muitos crêem que salvação é “coisa” de protestante.
Sua salvação custou muito, foi pelo sangue de Jesus. Eu descobri que isto é questão de fé, e por ter descoberto isto, é que estou aqui.
Eu tinha muitas enfermidades, e estou aqui porque entendi que por Jesus, por suas chagas, fomos curados. Eu entendi e então precisava caminhar, e caminhar se chama fé. Fé é crer que você receberá aquilo que pede.

Se quisermos que as bênçãos de Deus nos alcancem, e o mesmo Jesus Cristo nos ensine a caminhar na fé, precisamos crer. A bíblia nos diz que em alguns lugares Jesus não conseguiu fazer milagres, pois nestes lugares, não acreditavam nEle.

A fé é necessária para que o milagre aconteça. Fé é importante para alcançar o milagre de Deus. Na bíblia Deus nos diz para que depositemos n’Ele nossas preocupações. É uma ordem. É um caminho que precisamos aplicar em nossa vida. O Senhor pede que entreguemos nossos problemas para Ele.
Hoje vivemos numa sociedade que não vive isso, buscamos a solução em outras coisas. Se estamos doentes, procuramos logo os médicos, as superstições. Nunca devemos buscar as superstições, já os médicos, podemos procurá-los. Mas devemos procurar a Deus antes. A palavra de Deus nos diz que o Senhor deu sabedoria aos médicos, mas que devemos procurá-Lo primeiramente, e depois aos médicos, pois os eles certificarão o poder de Deus. Mas não estamos seguindo esta ordem, primeiro procuramos os médicos.

Deus nos chama a voltarmos a confiar n’Ele, pois não estamos confiando. O poder que tem a sua oração, é o poder que você mesmo dá. Você precisa crer em sua oração, pois se você não crer, Deus muito menos vai crer. São Tiago diz que não recebemos o que pedimos, pois não cremos que temos recebido, todo aquele que pede com dúvida, não recebe de Deus. São Tiago deposita em nós a responsabilidade de não vermos a glória de Deus, pois tudo depende de nós, orações com dúvida não chega no coração de Deus.
João nos diz “a confiança que eu tenho n’Ele”, eu sei que Ele me escuta, em qualquer coisa que eu peço. E se ele me escuta, Ele me atende. Ele fala da confiança que eleva a Deus. Temos que caminhar na segurança em Deus, de que fomos salvos, de que Ele escuta nossas orações.
Algumas pessoas se interrogam: “Como devo falar com Deus? Com que palavras?” A oração perfeita é a que sai do seu coração com toda segurança, devemos dirigir a Deus como se fala com um parente, não precisamos ter medo do que falar, pois o Espírito Santo dirá ao Pai o que você quer dizer. Ore no Espírito Santo. Se cremos que Deus escutou nossa oração, cremos que teremos o que pedimos a Ele.

Fé é ter a segurança de que você vai receber aquilo que você pediu, e entrar em ação de graças. Começar a agradecer a Deus por aquilo que já pediu, pelas coisas que você acredita já ter, não as coisa que espera. Você precisa acreditar, já é um fato, uma realidade, você precisa acreditar que Deus já respondeu. Por isso você já entra em ação de graças. Às vezes isto nos custa, pois somos como São Tomé: temos que ver para crer. Devemos orar e logo entrar em ação de graças.

Na passagem onde Jesus alimentou cinco mil homens, eles não tinham nada e nem dinheiro. Calculavam dizendo que seria salário de um ano para poderem alimentar aquela multidão. A única coisa que tinham, era cinco pães e dois peixes e nem eram deles, era de uma pessoa que estava sentada. Mas Jesus convida-os a crerem no poder de Deus. Às vezes não acreditamos no poder de Deus. Sua cura está em você crer que pode ser curado, que é possível, que Deus é capaz, que pode fazer e que fará.

Quando dizemos que Deus realiza uma obra em nossa vida, muitas pessoas nos perguntam 'como'. O 'como' não nos importa saber. Só precisamos crer que Ele fará. Nós temos que caminhar com segurança, se cremos que Deus nos escutou. Temos que organizar as coisas para a bênção, ainda que você não veja. Fé não tem nada a ver com a visão. Fé é ter a segurança que vai receber aquilo. Organizar para receber a benção, como uma mulher que está grávida. Ela não vê nada, mas já começa a comprar as roupinhas, a pintar o quarto. Ela não vê, mas crê que vai nascer. Como Jesus organizou os homens em grupos para que pudessem ser distribuídos os pães que Ele ainda não tinha, mas tinha certeza de que iriam receber.
Nós temos que tomar o exemplo de Jesus Cristo e caminhar da mesma maneira, na segurança da fé. Quando você tem essa fé começa a caminhar nessa segurança. Se pessoas estão sempre falando de doenças, é preciso questionar no que esta pessoa está crendo. Mas se na sua boca sai só bênção, coisas boas, então ela tem fé.

Hoje pedimos algo e acreditamos que recebemos e damos graças. Se você acredita, passe o que passar, mantenha-se firme, e se alguém vier orar por você, diga: “Deus já realizou sua obra em minha vida”. Mas se este irmão insistir, para não ser mal educado, aceite a oração e já entre em ação de graças e serão duas pessoas agradecendo. Se você cantar hinos de louvor a Deus, quantas vitórias não contemplará?

Precisamos crer na vitória de Deus!

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

Neil Velez
Fundador do grupo 'Missionários de Jesus Internacional'.

Deus nos criou para a vida plena


+ Fotos no FLICKR

Este é seu o dia, dia de cura, dia de bênção, dia do Senhor. Levante os braços e diga: "Deus é capaz"! Você precisa acreditar que Deus é capaz de livrar-te de toda enfermidade. Deus é capaz de agir na vida de seu esposo, na vida de sua esposa, na vida de seus filhos. Deus é capaz!

'O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância' (João 10,10). A que se refere a Palavra de Deus quando diz: 'vida em abundância'?. Quando Deus criou o homem, criou para que sempre habitasse ao Seu lado, para que o homem O louvasse e adorasse. Ele criou você para estar todo tempo com Ele e isso é vida em abundância.

A vontade de Deus é curar-nos porque Deus honra a nossa fé. Mas se você não crer, não verá a manifestação de D’ele em sua vida, e Ele te quer curado.

Existem muitas pessoas que vivem em confusão e não sabem se a vontade de Deus para suas vidas é a cura, mas tenha a certeza, Deus não quer que você padeça de nenhum mal, Deus quer o melhor para você.

Deus conhece as nossas necessidades antes de falarmos. Quando Deus criou o homem, o criou só, e o homem não pediu uma companheira, mas Deus sabia que era uma necessidade e criou a mulher. Deus supria a necessidade do homem antes que ele O pedisse.

Morte, dor, sofrimento não existiam no vocabulário de Deus, o homem não foi criado para sofrer, para morrer. A morte, a enfermidade são consequências do pecado. Depois do pecado do homem, Deus buscou novamente a comunicação. Deus se fez homem para corrigir o dano feito pelo homem, Deus se oferece em sacrifício, e Seu sangue nos redime dos nossos pecados. A missão de Jesus Cristo foi nos devolver a comunhão com Deus.
No Antigo Testamento, Deus era afastado do homem, existia um véu, e somente o sumo sacerdote chegava até onde estava o véu. O homem vivia separado de Deus, mas o sangue de Deus nos redimiu de tudo que nos afastava de Seu amor. Não há mais nada que pode nos separar do amor de Deus. Por Suas chagas fomos curados de todos os pecados que nos separou do Seu amor. Deus está sempre com você, precisamos viver a vida em abundância, porque agora podemos viver os planos de Deus.

Se eu não entendesse isso, não estaria aqui, pois estava morto, tinha tumores em todo corpo, uma hemorragia interna. Embora sempre fosse um homem de fé, mas terminei na UTI, dois médicos chegaram a conclusão que humanamente a medicina não podia fazer nada por mim. E na cama Deus me revelou um versículo que dizia: 'Por suas chagas fomos curados' e este versículo me inquietou muito, pois ele não está no presente, nem no futuro, era passado. E ali Deus me falou que já havia me redimido daquela doença há dois mil anos atrás, na situação eu disse: ‘isso é mentira’. E neste momento escutei: "Filho meu, você não Me conhece”. E eu respondi: "Como não Te conheço, desde criança eu cantava e falava de Ti, nem juventude eu tive por causa das Suas coisas”.

Aquele dia eu entendi que eu falava do que não entendia. Neste dia reconheci a Deus e comecei a chorar como criança e eu disse a Ele: "Deus não te conheço, mas quero te conhecer agora". Após dizer isso sentir uma forte dor de cabeça que gritei muito. Depois da dor recuperei a visão, a meningite foi curada, os tumores desapareceram.

Eu acreditei e confiei o que Deus já havia feito por mim. São mais de vinte anos e não estou morto, estou aqui pregando o Cristo vivo.

Por suas chagas fomos curados, se você entendesse isso sua vida mudaria. Diga como Davi: "O Senhor é o meu pastou e nada me faltará".


Transcrição: Elcka Torres


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Neil Velez
Fundador do grupo 'Missionários de Jesus Internacional'.


Santa Matilde

Santa Matilde foi educada numa nobre familia junto a um Mosterio Beneditino. Cresceu e casou-se o com Henrique I, rei da Alemanha, mas manteve sua nobreza interior, não deixando influenciar-se com o poder.

Teve 5 filhos, e sempre como mãe humilde e orante, buscou ensinar aos filhos os caminhos da salvação eterna.

Matilde também foi mãe para o povo, para os pobres. Mulher cheia de compaixão que dentro das possibilidades ajudou e influenciou a muitos.

Com o falecimento de Henrique I, essa grande mulher de Deus disse aos filhos: "Gravai bem no vosso coração o temor de Deus. Ele é o Rei e Senhor verdadeiro, que dá poder e dignidade perecíveis...Feliz aquele que prepara sua eterna salvação".

Com a morte do marido, o seu calvário começou: foi traída pelos filhos, sob a falsa acusação de que estaria desperdiçando os bens com os pobres. Retirou-se para um convento e ali intercedeu pelos seus amados filhos, através da oração e sacrificios.

Seus filhos então, tomaram consciência da injustiça que estavam comentendo.Com a conversão deles, teve mais facilidade para ajudar a muitos outros pobres. Em 968 partiu para o reino dos céus, o reino dos santos.

Santa Matilde, rogai por nós!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ausência: frustração ou possibilidade?

O vazio insere o ser do homem no nada


É duro digerir o sabor de uma ausência. Alguém que parte, vai embora, deixando apenas o silêncio, o barulho do seu silêncio.

Uma presença tem o poder de ocupar um espaço – lugar definido e cheio de significação – no coração, um pedaço que se encaixa com tudo aquilo que é próprio dessa presença.

A ausência sempre dói, deixa um vazio. Mesmo quando não se percebe.

Ninguém constrói a vida com o intuito de ser abandonado, deixado para trás, de ser impossibilitado de contemplar aquilo que seu coração amou. No entanto, a ausência é uma linha que sempre perpassará a trama da existência, e em algum momento – voluntaria ou involuntariamente – ela se fará presença em nossa história. Inúmeras são as ausências: olhares, histórias, palavras que exercem o ofício de passar...

Existem ausências eternas – a morte, por exemplo –, e ausências circunstanciais, tecidas pelo abandono ou pela distância daqueles que se que amam.

A experiência de perder alguém para a eternidade gera uma enorme dor no coração. Contudo, a experiência de perder uma presença em uma ausência ainda presente na existência desinstala profundamente o coração, deixando um gosto de desamparo e frustração. O abandono traduz com maestria um dos maiores desejos da vida: o desejo da presença.

O vazio insere o ser do homem no nada, na náusea da mais profunda descaracterização daquilo que se é. Diante disso, em muitos corações ecoa a silenciosa pergunta: Por quê? Porque agora estou na companhia da solidão e não restou nenhuma palavra para explicar: “Sinto falta da sua voz. Não a ouço, mas ela continua falando dentro de mim...”.

O vazio – ausência que configura a real desconfiguração – coloca o homem diante de sua verdade, revelando a ele sua necessidade de uma Presença que não passe. “Presença que não passe?” – diriam aqueles que jazem sufocados sob o peso da frustração – “Isso é possível? Visto que o abandono é companhia constante, que em algum momento baterá à nossa porta?” A isso responderia: “Não sei. Não quero ter a pretensão de dar pequenas respostas a grandes vazios”. Entretanto, com ousadia, desejo devolver a pergunta: É possível dar “Sentido” a vazios que nasceram em virtude da presença de uma ausência?

Acredito que essa resposta mora em cada um. O coração sempre soube – mesmo que inconscientemente – que a vida nasceu para ser mais que seus próprios limites. Esse é um pressentimento inerente.

Um vazio sempre gerará a frustração, mas esta precisa ser enfrentada e “resignificada”. Amar é uma maneira concreta de fazer isso. Amor: capacidade de guardar o que é bom, de superar distâncias e de superar – até mesmo – o fato de não mais ser querido e acompanhado por alguém.

As ausências se tornam suportáveis e até mesmo aprendizado se o coração consegue descobrir essa “Presença”, que não passa, e n’Ela consegue se ancorar.

Essa Presença é real. Ela acompanha a existência e dá sentido a qualquer vazio, pois tem o amor como essência. Ela nunca vai embora... Quando o olhar descobre tal realidade, ele tem a chance de não mais se entrelaçar apenas no que passa, mas pode descobrir, a partir da ausência, “tijolos” que constroem eternidade, pois provocam o olhar para a busca do Eterno e daquilo que O compõe.

Que o coração possa se enxergar sem ilusões diante das perdas e do real e, assim, possa encontrar – mesmo na ausência – forças para emoldurar com esperança suas dores e sua história.


Adriano Zandoná
artigos@cancaonova.com
Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .

quarta-feira, 11 de março de 2009

Santo Eulógio

Mártir
Nascido em Córdova, Espanha, no século VIII, descobriu seu chamado ao sacerdócio e fez um ótimo caminho formativo, também nas aŕeas da ciência, aprofundando-se nas ciencias teológicas.

Era um homem de muito estudo, oração e amor.

A Espanha foi afetada por invasões e o príncipe perseguia cruelmente a Igreja, prendendo e matando a muitos cristãos.

Eulógio deixou muitos escritos, com testemunhos de mártires e santos, assim como obras apologéticas e a 'Exortação ao martírio', que escreveu na prisão.

Ele foi decapitado no dia 11 de março de 859, recebendo a coroa da vida imortal.

Santo Eulógio, rogai por nós!

terça-feira, 10 de março de 2009

Quarenta Mártires de Sebaste

No ano de 320 esses homens deram testemunho no martírio. Em 313 os Imperadores Constantino e Licinio, assinaram o Edito de Milão, que dava a liberdade às religioes, para a manifestação publica. Passado um tempo, Licínio começou a perseguir a Igreja de Cristo, prejudicando padres, bispos e famílias.

Nesse contexto, estavam 40 homens, oficiais e soldados cristãos, que serviam ao Império. Licínio retomou uma lei onde para servir o Império era preciso sacrificar aos deuses. Muitos, inclusive estes quarenta, não aceitaram.

Deixaram por escrito suas despedidas, pediram orações aos bispos e diáconos, e que seus corpos fossem colocados todos juntos. Por não renunciarem a Jesus, foram colocados em um tanque gelado de um dia para o outro, para depois serem queimados.

Um deles buscou a pia de águas temperada, separada para aqueles que quisessem apostatar, mas faleceu ali mesmo, com o choque térmico.

Os outros perseveraram por amor a Jesus.


Quarenta Mártires de Sebaste, rogai por nós!