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domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal é resposta ao drama da humanidade em busca da paz, diz Papa


Da Redação, com Rádio Vaticano

"O Natal não é uma fábula para meninos. É a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz", disse o Papa Bento XVI aos peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, para o Ângelus deste domingo, 20.

O Santo Padre recordou o anúncio do profeta Miqueias proposto pela liturgia deste quarto domingo do Advento. A profecia refere Belém, a cidade de Davi, como a terra onde terá lugar um misterioso nascimento ligado a um tempo de reconciliação e de paz entre os filhos de Israel.

"Existe um projeto divino que compreende e expõe os tempos e lugares da vinda do Filho de Deus no mundo. É um projeto de paz, como anuncia ainda o profeta falando do Messias: 'Levantar-se-á e apascentará com a força do Senhor, com a majestade do nome do Senhor seu Deus… Ele próprio será a paz!'".

E o Papa prosseguiu detendo-se neste "último aspecto da profecia – o que diz respeito à paz messiânica", ligada ao simbolismo de Belém.

"Belém é também uma cidade - símbolo da paz, na Terra Santa e no mundo inteiro. Infelizmente, nos nossos dias, Belém não representa uma paz alcançada e estável, mas uma paz arduamente procurada e aguardada".

Em todo o caso, Deus não se resigna a este estado de coisas:

"Também este ano, em Belém e no mundo inteiro, se renovará na Igreja o mistério do Natal, profecia de paz para cada homem, que empenha os cristãos a inserir-se nos bloqueios, nos dramas, muitas vezes desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto em que se vive, com os sentimentos de Jesus, para se tornarem por toda a parte instrumentos e mensageiros de paz, para levar amor onde há ódio, perdão onde há ofensa, alegria onde há tristeza e verdade onde há erro, segundo as belas expressões de uma conhecida oração franciscana".
( Fonte Canção Nova )
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"Hoje, como nos tempos de Jesus, o Natal não é uma fábula para meninos, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz. ‘Ele mesmo será a paz!’, diz o profeta referindo-se ao Messias. Toca a nós abrir, de par em par, as portas, para O acolher".

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Exemplo de vida 01

Mulher que passou fome salva crianças da desnutrição


“As nossas mãos estendidas significam nossa oração e nosso pedido de paz, de força de discernimento, para que possamos construir alimentos bons, saudáveis, cada vez melhor para todos que nos rodeiam. Assim seja. Amém”, reza, junto a um grupo de cozinheiras, a produtora culturas Maria da Conceição.

Uma mulher de fé e fibra. Mas, ao mesmo tempo, de uma doçura envolvente. Esta é Maria da Conceição Oliveira Hamester, ou simplesmente Maria Ceiça.

Quem a vê tão alegre e carinhosa com todos os que a rodeiam nem de longe imagina a história de vida de Maria Ceiça. Ela teve uma infância pobre no interior do Maranhão, na cidade de Codó. Perdeu quatro irmãos, tamanha a miséria. O pai morreu quando Maria Ceiça era muito nova. Aos 5 anos, ela foi doada pela mãe à dona de um bordel, onde era obrigada a trabalhar servindo bebidas aos clientes.

“Eu tinha que pegar uma garrafa de pinga, colocar em um copo, com 5 anos de idade, e levar em um quarto. Eu não sabia fazer nada disso, nem conhecia. Então, eu caía, derramava. Tenho vários cortes no meu corpo provocados por caco de vidro, porque eu caía por cima. Quando isso acontecia, eu apanhava muito. Eu saía correndo. No meio da rua, bem longe de casa, havia uma figueira enorme com as raízes salientes. Uma daquelas raízes foi meu abrigo por dois anos”, lembra.

Uma infância de abandono e fome. “Eu batia nas casas para pedir comida. Às vezes, eu ganhava. Outras, não. Quando não ganhava, eu comia terra. Eu fazia daquele barro liguento e colorido o meu almoço. Tomava água como um animal, com a cabeça baixa no rio”, conta.

Até que um dia uma senhora da cidade resolveu ajudar e levou Maria Ceiça para a casa de uma amiga em São Luiz. Apesar de já ter cinco filhos, a mulher adotou Maria Ceiça e deu à menina o que ela mais precisava: amor.

Aos 16 anos ela já trabalhava como faxineira. Em busca de um emprego melhor, mudou-se para Brasília, onde encontrou o grande amor da vida dela. “A minha felicidade começou quando eu conheci o meu esposo”, diz.

“Eu assumi o compromisso de dar um futuro melhor para ela. Não sei se eu consegui até hoje dar esse futuro para ela, mas a gente tem batalhado. E tudo aquilo que a gente não gostou na nossa infância, que achamos que não foi útil, que não foi bom, a gente não trouxe para a educação dos nossos filhos”, diz o marido Luiz Hamester.

À medida que melhorava de vida, ela sentia que também precisava ajudar as pessoas. “Eu comecei a fazer pão e levar para as pessoas”, conta.

Hoje Maria Ceiça parece querer compensar, com o trabalho, todas as privações pelas quais passou. Voluntária da Pastoral da Criança, Maria Ceiça já ajudou a salvar a vida de muitos pequeninos desnutridos. Acompanha a evolução da saúde na primeira infância e comemora.

Uma luta que começou há 20 anos e dura até hoje, em um exército de agentes da pastoral espalhadas pelo Brasil levando conhecimento às comunidades. Ceiça é considerada o braço direito da fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns.

O dom de multiplicar os alimentos, Maria Ceiça descobriu ao longo da vida. Aproveitar cada pedacinho de uma fruta, um legume, uma verdura – da casca ao talo – não perder nada!

Veja como preparar pratos saborosos e nutritivos utilizando integralmente os alimentos


Há muitos e muitos anos, Maria Ceiça prometeu que, por onde passasse, dali para frente, iria ajudar as pessoas a saciar a fome. É uma promessa que vem sendo cumprida dia após dia, em cursos que ela ministra nas comunidades. É o que ela chama de “a construção do alimento”.

“Na surpresa de macarrão, nós podemos fazer meio quilo de macarrão para 20 pessoas com abundância”, ensina.

Jeito doce que alimenta e cativa. História de vida que serve de inspiração.

“De pouquíssimas coisas, ela faz um monte de coisas”, diz a dona de casa Janete Becher.

“Ela passou necessidade. Sabendo reaproveitar os alimentos, você consegue melhorar as coisas”, ressalta a dona de casa Ivete Faria.

Maria Ceiça tem dois cursos universitários e não pensa em parar. Está terminando uma pós-graduação na área da saúde e, aos 57 anos, acaba de passar no vestibular: quer ser psicóloga.

“É mais um sonho, uma vitória, uma conquista. E tudo isso eu digo para as pessoas: ‘ande um pouco mais na frente. Não façam dos problemas o seio de suas amarguras’. Eu nunca fiz”, explica.

Em casa, Maria Ceiça é encontrada no lugar de que ela mais gosta: a cozinha. As filhas seguem no ritmo da rotina apertada da mãe, que sempre tem muitos compromissos. Mas a família está em primeiro lugar.

Por tudo que viveu, alimentar-se bem faz parte da filosofia de vida de Maria Ceiça. Tem sido assim nos ensinamentos que ela leva, nas palestras, por toda parte, e também em casa. As filhas aprenderam desde pequenas a cozinhar com economia, sem desperdício.

A família se reúne à mesa farta. A netinha Clara Luiza é outra alegria de Maria Ceiça. A comida é caprichada, com tempero especial.

“Eu sempre falo que a alimentação que fazemos tem o tempero da vida. Eu faço disso meu dia a dia. O tempero é amor, paciência, carinho e coragem. Diante de todas as dificuldades por que passei, descobri uma coisa que me faz que me enriquece e que me dá alegria de viver: escolhi amar”, ensina Maria Ceiça.


( Fonte Globo reporter )

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um Natal sem Jesus

O Natal é festa de presentes, pequenos gestos de amor
Imagem de Destaque


Um Natal sem a presença de Deus, que veio estar conosco, só pode ser um Natal sem graça, mas mesmo os descrentes ainda participam das migalhas da festa da fé. Dizem que o Natal deste ano vai ser bom, com mais dinheiro na praça e comes e bebes mais em conta.

São as pequenas alegrias da superficialidade de ver a felicidade na facilidade de ter mais. No comércio já é Natal, o Natal de presentes, de luzes e enfeites pendurados em árvores de plástico, de um Papai Noel importado da França que tomou o lugar do Menino Jesus, Deus presente para nós.

A figura do Papai Noel tem sua origem em São Nicolau, um bispo do século IV que levava presentes às crianças pobres. No meu tempo de menino na Suíça, no dia seis de dezembro, um visitante vestido de São Nicolau trazia pequenos presentes às crianças. Antes, um ajudante dele censurava nossas traquinagens, as quais misteriosamente conhecia. No Natal mesmo, quem mandava os presentes era o Menino Jesus.

Os enfeites do Natal comercial podem esconder o sentido da festa para muitos, mas também ajudam a lembrar o dia da chegada do Salvador, dia de festa para todos, até mesmo para quem festeja o aniversário sem lembrar o Aniversariante.

A Igreja nos convida a preparar o aniversário de Jesus com o tempo do Advento, que nos faz lembrar o tempo anterior à vinda do Salvador, especialmente os dezoito séculos da história do povo eleito a fim de preparar o ambiente para Sua chegada.

O Natal é festa de presentes, pequenos gestos de amor. Para lembrar o maior momento da história da humanidade, o grande acontecimento da manifestação do amor de Deus que veio estar conosco, se fez presente para nós. O presente maior é a presença. Num mundo de trevas surgiu uma luz.

A religião cristã é a religião da presença de Deus no mundo dos homens. Agora, dois mil anos depois, muitos ainda andam na escuridão, mesmo em países onde quase todos se dizem cristãos. No Brasil, no maior país católico do mundo, apenas uma minoria dos católicos participa da vida da Igreja. Na maioria das cidades, nem 10% dos jovens participam da Santa Missa no domingo, dia do Senhor.

Pode conferir na sua paróquia. De vinte jovens, dezoito ou dezenove não dão valor ao encontro com Jesus e não procuram seguir Seus ensinamentos. Muitos deles preferem festas com bebidas e drogas piores. Procuram os prazeres da promiscuidade. Numa cidade onde fui pároco havia mais jovens no "brega" do sábado que na Missa do domingo. Que tipo de família vão construir? Que tipo de sociedade?

Sem a firmeza da fé, muitos ficam presas fáceis de traficantes, estragam seu futuro e deixam de fazer a sua parte na construção de um mundo melhor.

Mais vale acender uma vela que ficar a queixar-se das trevas. O mundo está cheio de pessoas que perdem tempo com reclamações contra os outros. Faltam jovens que tenham a coragem de viver pessoalmente o que pregam aos outros. Só teremos um Brasil melhor com brasileiros melhores. O mundo só será melhor com homens e mulheres melhores.

O problema maior está na falta de formação cristã. Falta de conhecimento dos fundamentos racionais da fé. Aí está a sua missão, jovem cristão: Fazer brilhar a luz de Cristo para quem ainda caminha nas trevas. Ajudar a amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como a si mesmo.

Como dizer isso a pessoas que não têm certeza nem sobre a existência de Deus, Criador de todas as coisas? Não sabem que a família humana é a obra-prima do Criador que nos colocou no mundo para cuidar da Sua obra.

A fé não é apenas questão de razão, mas não é contra a razão. Neste mundo de ciência e tecnologia precisamos superar as contradições entre fé e razão, entre religião cristã e ciência. Missão não é questão de propaganda, mas a missão dos cristãos é fazer com que a mensagem de Jesus possa ser conhecida por todos que desejam viver na verdade.

Temos argumentos e devemos usá-los, mas o que conta mesmo é o exemplo. “Nisto todos poderão saber que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Jesus é a luz do mundo e quer que você seja também.

Desde já desejo um Feliz Natal para você que é chamado a fazer brilhar a sua luz num mundo de trevas.

Dom Cristiano Jakob Krapf
Bispo de Jequié - BA

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Crônicas Vaticas: ortodoxos russos e secularização

Até pouco tempo atrás, a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Russa se enfrentaram em uma espécie de "guerra fria" sobre as jurisdições territoriais, as propriedades e os metodo de evangelização. Mas nos últimos dois anos foram dados importantes passos ecumênicos avante, como demonstra a recente proposta ao Vaticano feita pelos ortodoxos russos a unir as forças contra a secularização na Europa. Este é o tema das Crônicas Vaticanas de hoje. Sou John Thavis, chefe de redação em Roma de Catholic News Service.

CG: E eu sou Carol Glatz, correspondente em Roma de CNS. Os atentos leitores do jornal vaticano notaram um longo artigo de 10 dias atrás assinado pelo arcebispo ortodoxo russo Hilarion, que para o Patriarcado de Moscou representa uma espécie de Ministro das Relações Exteriores. O artigo exortava o Vaticano a cooperar contra o chamado "secularismo militante", que circula na Europa; também alerta sobre o fato de que a religião está perdendo relevo público e se está fechando no “gueto” da devoção privada; e propunha, por fim, uma mais eficaz batalha contra práticas como o aborto, os matrimônio homossexuais, a eutanásia e a destruição de embriões.

JT: O arcebispo Hilarion chegou até mesmo a indicar a desobediência civil como um ato necessário quando os cristãos consideram que não desejam agir contra lei divina. E o seu agir não é uma voz de uma geração antiga. Ele tem 43 anos e é considerado um dos mais dinâmicos jovens líderes da Igreja ortodoxa russa. O aspecto interessante é que esta proposta espelha a chamada “Declaração de Manhattan”, assinada algumas semanas atrás, em Nova Iorque, por mais de 140 líderes cristãos e que convida a uma luta sem fronteiras sobre esses temas e, até mesmo, se necessário, à desobediência civil. O que emerge, portanto, è a existência de movimentos paralelos na Europa, assim como nos EUA, para combater agressivamente a secularização, e que prevêem a cooperação ecumênica.


CG: Deve-se recordar que a Igreja Ortodoxa Russa sobreviveu a mais de 70 anos de repressão comunista e que, por isso, os seus lideres podem perceber melhor quando é banida da sociedade. Como também observou o arcebispo Hilarion, o secularismo militante é tão perigo quanto o ateísmo militante. O prelado observou que, enquanto sob o regime sovietivo os seminários e as igrejas eram transformados em museus, hoje na Europa moderna os seminários estão vazios e as igrejas estão reduzidos a pub, não porque o Estado as confiscaram, mas por causa de uma drástico declínio na prática religiosa. E deram a culpa de tudo isso ao clima de intimidação contra a religião.

JT: O Vaticano ainda não respondeu formalmente ao convite dos ortodoxos russos de criar uma frente comum contra a secularização na Europa, mas durante muitos anos os representantes católicos propuseram uma colaboração ecumênica sobre essas temáticas. A semana passada, ao invés, o Vaticano sediou uma ato diplomático de grande relevo: depois do encontro entre Bento XVI e o presidente russo, a Santa Sé e a Federação Russa, de fato, estabeleceram plenas relações diplomáticas. Muitos observadores notaram que este passo jamais teria sido realizado sem a aprovação da Igreja Ortodoxa Russa.

CG: Além disso, esse passo abre à sedutora possibilidade de um encontro entre Bento XVI e o Patriarca ortodoxo russo Kirill. No mês passado, depois, os ortodoxos publicaram em russo uma coletânea dos discursos do Papa sobre a crise espiritual na Europa. Esta semana, ao invés, por parte dos ortodoxos se reiterou que não há nenhum obstáculo para um encontro entre o Papa e o Patriarca Kirill, enquanto há quem pense onde poderia ocorrer. Provavelmente não em Roma ou em Moscou, mas certamente no coração da Europa.


http://www.catholicnews.com/

domingo, 6 de dezembro de 2009

‘Deus não faz o milagre pela metade’, testemunham Roger e Elisângela

Roger: Sou de Brasília, trabalho no áudio, entrei na Canção Nova em 2000, nós (Elisângela e Roger) nos conhecemos aqui na comunidade, pois ela é de Londrina.

Elisângela: Como Roger disse, sou de Londrina, trabalho na rádio, em novembro completaremos 2 anos de casados, e como todo casal deseja ter um filho, fazem planos, nós também sonhávamos. Depois de um ano de casados nós engravidamos, o que seria impossível, pois temos um problema de fertilidade. Com isso, já precisávamos de um milagre, e no ano passado, celebramos no Hosana a vitória de ter engravidado.

Casal missionário da Canção Nova testemunha vitória de Deus
+ fotos no flickr

:: Ouça testemunho na íntegra

Roger: Nossa obstetra disse que na 28ª semana, era normal que ela passasse um pequeno mal estar, e pela 27ª ela começou a sentir algumas coisas, e pensamos que seria o normal. E continuamos vivendo normal esperando esse mal estar passasse. E como já sabíamos que Deus nos tinha dado este milagre, fomos entregando está gravidez em Suas mãos, e sempre nos perguntávamos o que Senhor iria querer desse menino, pois sabíamos que era um milagre.

Numa segunda-feira ela começou a passar mal, quando chegou na terça-feira de madrugada, ela acordou se sentindo muito mal, com dor de cabeça, e para nós fazia parte do mal estar, mas as 3:30h da manhã como foi piorando, ligamos para médica, pois começamos a nos preocupar. A médica passou um remédio, mas mesmo assim ela não conseguiu dormir.

E de manhã, perguntei como ela estava, e ela disse que estava muito mal, que fosse como se ela não conseguisse enxergar, e ela começou a ter convulsão, entrei em desespero e aqui na comunidade temos médicas, então bati na porta da casa de uma delas, para que viesse socorrê-la, chamamos a ambulância e a levamos para o hospital. No hospital, nossa médica já estava lá, e perguntei como ela estava, a médica disse, que ela estava num estado muito ruim, que iria fazer de tudo para salvá-la, mas que do bebê ela não sabia. Então a médica a enviou para UTI, e depois disse que iria tentar salvar os dois.

Elisângela: Quando eu voltei a consciência já estava na ambulância, a única coisa que conseguia rezar, era Jesus eu confio em vós, pois eu sabia que somente o Senhor podia me socorrer, pois no momento que eu tive a eclampsia, eu poderia ter morrido. A médica fez de tudo para segurar a gravidez.

Roger: Ela passou 2 dias na UTI, e nesses dias ficava vindo no meu coração, ‘como pode? eu entreguei a Deus meu filho, e agora estar passando por isso?” E o que me sustentou foi a oração que tínhamos feito um dia antes dela ter a convulsão, entregando a Deus, dizendo: “recebe Senhor, essa gravidez daqui para frente, eu te entrego em suas mãos esse bebê.” E lembrando daquilo, me veio uma força muito grande, e a confiança, de que independente de qualquer coisa, o Senhor estava ali.

No meu íntimo, ficava essa certeza “Senhor, nós te entregamos essa gravidez, faz o melhor.” E embora eu dispusesse a Deus a vida do bebê, de minha esposa, eu tinha uma certeza que o Senhor iria livrá-la. E eu sentia uma certeza, contra toda incerteza, que o Senhor iria nos salvar, na redondeza muitos médicos, já tinham desacreditado, e chegavam no hospital perguntando se os dois já tinham morrido.

Quando André nasceu ele cabia nas palmas da minha mão e hoje ele está aqui, mamando, um milagre de Deus.

Nós podemos celebrar junto com você, o que era impossível a nós, Deus realizou.

Elisângela: Depois do nascimento do André, minha situação complicou, minha pressão subiu, meus rins pararam, e quando eu voltei a consciência eu só conseguia dizer: “Jesus eu confio em vós, e dizia: Jesus eu não acredito, que o Senhor que teve uma mãe, deixará meu filho sem mãe.”

E toda comunidade e as pessoas que nos acompanhavam, estava rezando por mim. Pessoas na UTI, me diziam você não está sozinha, estamos rezando por você. E nesse momento eu não me sentia sozinha, pois tem pessoas que estão conosco nos momentos de dores.

Eu vivi o que a Canção Nova prega, pois no momento de dor, ela levava Deus para mim, eu fui evangelizada pela Canção Nova.

Quando eu sai da UTI eu tomava 5 remédios para pressão e hoje eu não tomo nada.

Roger: Nós estávamos na situação de muitas pessoas que passam pela doença, fragilidade num hospital, e minha força era trazida pela Canção Nova. Muitas pessoas se uniram para rezar por nós, católicos e evangélicos, através desse sofrimento, aconteceu a união dos cristãos.

Roger e Elizângela

Elisângela: eu sai do hospital no dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora. Enquanto eu rezava o terço no hospital, eu sentia a presença de Nossa Senhora e essa era a confirmação que ela estava sempre ao meu lado.

Roger: Ela voltou para casa, mas o bebê ficou na UTI neonatal. Na UTI no momento de dor, onde não tinha o André em casa, Deus nos conduzia a levar sua Palavra a um povo, que estava lá (UTI). Existiam mães que tinham um filho na UTI, que diziam já que vocês se salvaram confiando em Deus, eu creio que meu filho também poderá ser salvo. E lá nos pudemos testemunhar a confiança em Deus que tudo faz e tudo pode.

Elisângela: Não tem como alcançar milagres se não for pela oração. É através de penitências, jejuns que alcançamos milagres. Imagine, uma mãe voltando para casa sem seu filho, é muito triste. E na UTI eu tinha apenas 15 minutos para ficar com Ele, e era a Palavra de Deus que me confortava dia-a-dia.

E íamos esperando dia após dia, para que ele ganhasse peso, e cada dia ele engordava 100 gr, 70 gr, e dizíamos que o engordava o André era a oração. Apenas depois de um mês que ele estava na UTI, que eu pude o pegar no colo, o que curou o meu coração, foi um momento único.

Roger: Foi a concretização da palavra, “a mãe não lembra da dor do parto, quando o seu filho está no colo.” Quando a Elisangela estava no hospital depois de uma hemodialise, propomos para ela ir vir o André, pois já fazia 15 dias que o neném tinha nascido e ela ainda não o tinha visto, ela se alegrou bastante, mas por causa no nervosismo, a pressão dela aumentou, e ela teve outra convulsão.

E quando fiquei sabendo que ela tinha tido duas eclampsia, nesse dia eu briguei com Deus, dizendo que eu não aceitava minha esposa com sequelas. E nesse momento vi que eu tinha chegado onde Deus queria, o sofrimento nos permite ter um encontro com Deus, e vi o que monsenhor prega, que o sofrimento é um trampolim.

E hoje eu sei que era para estar aqui no hosana Brasil para testemunhar os feitos do Senhor, para dizer a você que nós sofremos sim, mas que o Senhor vem em socorro do seu povo.

Elisângela: E hoje experimentamos que Deus não faz o milagre pela metade.

Roger: Muitas pessoas me ligavam, e diziam tenha fé, Deus não faz o milagre pela metade. E essa frase passou a reger nossa vida.

Elisângela: O André hoje não tem nenhuma complicação, nenhuma sequela, e eu também não. Fomos em vários médicos e eles atestam isso, e podemos testemunhar, Deus não faz o milagre pela metade.

Experimentamos o amor da comunidade, a Canção Nova é uma comunidade de amor e adoração. Muitas pessoas rezaram por nós, e as pessoas que é também família Canção Nova, que rezou por nós, eu quero agradecer e dizer que somos provados na fé, para alcançar a nossa vitória.

Transcrição: Regiane Calixto

Veja também:

:: Pregação Felipe Aquino: “Celebrar as vitórias de Deus”

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:: Márcio e Grecco proclamam as vitórias de Deus no palco do Hosana

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:: Fiéis testemunham ação de Deus em suas vidas no Hosana Brasil

:: Pregação do Márcio Mendes: “O Senhor é a nossa vitória”

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Padre Cleidimar: Vem Espírito de Deus!

Padre Fábio de Melo encerra atividades de sábado do Hosana Brasil

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Conhecendo um pouco sobre Sto. Agostinho



Professor Felipe nos mostra um pouco sobre a história de Sto Agostinho um dos grandes homens que ajudou a Igreja a vencer as heresias que se levantavam em sua época . Conheça alguns dos ensinamentos....

( Fonte Canção Nova )

A laicidade francesa permite à Igreja ter um lugar na sociedade


24/11/2009 (2:38)

Até que ponto a Igreja e o Estado mantém laços? A recente controvérsia sobre os crucifixos nas escolas italianas trouxe a pergunta. Um debate no qual a França parece ter encontrado hoje – segundo Mons. Valdrini - uma forma de equilíbrio em torno do conceito de laicidade. Uma noção muito francesa, que historicamente se baseia em fontes por sua vez filosóficas, a Ilustração e a política, que insistem na independência do Estado da Igreja.

Durante o discurso na Basílica de Latrão em dezembro de 2007, o presidente Sarkozy quis precisar o significado de laicidade, acrescentando o adjetivo “positiva”. Uma mudança de vocabulário que reflete melhor o que verdadeiramente é a laicidade na França.

Para Mons. Valdrini, se a laicidade, tal como é vivida na França, não pode ser um modelo para todos os outros países europeus, pode inspirar – por sua vez - positivamente as relações entre os Estados e a Igreja, para pacificar algumas relações às vezes complexas.

“A laicidade francesa se define sobretudo pela neutralidade do Estado. O Estado é absolutamente livre em relação às religiões, o que historicamente é relativamente novo. Não existe religião de Estado na França, e por isso, aceita o pluralismo das religiões. Por outro lado, as religiões são absolutamente livres no Estado francês, mas devem respeitar a ordem pública”.

“Essa laicidade não-positiva, que era uma forma de laicidade vazia, que fazia com que as Igrejas pudessem viver, porém dentro de um país que não tinha outros registros de ação e explicação que o registro privado. É assim que de repente pensamos que essas podiam ter importância no debate social, com pontos de vista, por exemplo, na ética, moral e sobretudo aquilo que queremos”.

“Na Europa, a maioria dos países tem estatutos absolutamente diferentes. A laicidade é vivida como uma neutralidade do Estado, porém de modos muito diferentes. Ou seja, a partir da tradição, da história e da mesma identidade dos povos, como se vê na Itália no caso do crucifixo. Há uma espécie de protesto, eu diria de subida, de contestação que não aceita que se retirem os crucifixos das escolas ou dos tribunais. Enquanto na França é um problema que não se põe em absoluto. O que demonstra bem que cada país tem uma identidade que deve respeitar a laicidade”.


( Fonte h2onews )

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Santa Isabel da Hungria

Santa Isabel da Hungria Hoje celebramos a memória de uma mulher de Deus, que devida sua vida de santidade teve o seu nome em muitas instituições de caridade e foi declarada como Padroeira da Ordem Terceira Franciscana. Isabel era filha de André, rei da Hungria, e nasceu num tempo em que os acordos das nações eram selados com o casamento. No caso de Isabel, ela fora prometida a Luís IV (duque hereditário da Turíngia) em matrimônio, um pouco depois de seu nascimento em 1207.

Santa Isabel foi morar na corte do futuro esposo e lá começou a sofrer veladas perseguições por parte da sogra que, invejando o amor do filho para com a santa, passou a caluniá-la como esbanjadora, já que tinha grande caridade para com os pobres. Mulher de oração e generosa em meio aos sofrimentos, Isabel sempre era em tudo socorrida por Deus. Quando já casada e com três filhos, perdeu o marido numa guerra e foi expulsa da corte pelo tio de seu falecido esposo, agora encarregado da regência.

Aconteceu que Isabel teve que se abrigar num curral de porcos com os filhos, até ser socorrida como pobre pelos franciscanos de Eisenach, uma vez que até mesmo os mendigos e enfermos ajudados por ela insultavam-na, por temerem desagradar o regente. Ajudada por um tio que era Bispo de Bamberga, Isabel logo foi chamada para voltar à corte, e seus direitos, como os de seus filhos, foram reconhecidos, isto porque os companheiros de cruzada do falecido rei tinham voltado com a missão de dar proteção à Isabel, pois nisto consistiu o último pedido de Luís IV.

Santa Isabel não quis retornar para Hungria; renunciou aos títulos, além de entrar na Ordem Terceira de São Francisco. Fundou um convento de franciscanas em 1229 e pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer, em 1231, com apenas 24 anos num hospital construído com seus bens.

Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A morte de Cristo

De onde vem a força dos mártires que conseguiam perdoar aqueles que tirariam sua vida? A força do perdão desinstala o mal do coração daquele que nos maltrata. Humanamente é difícil perdoar



Professor Felipe Aquino
Canção Nova.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Celina Borges

Celina Borges lança seu novo CD pela gravadora Som Livre: Tudo Posso

Conhecida pelo público seguidor do movimento católico, RCC, Celina Borges é considerada uma das melhores cantoras católicas da atualidade e leva seu trabalho em apresentações pelo Brasil, Estados Unidos e Europa. Com sete CDs em sua discografia, recentemente a artista participou da gravação do DVD e o CD do padre Fábio de Melo, "Eu e o Tempo - Ao vivo", e sua performance ao lado do sacerdote, um dueto de uma das suas melhores canções, "Tudo Posso", rendeu-lhe elogios numa matéria do Jornal O Dia: "Com voz volumosa, no estilo exuberante das cantoras norte-americanas de gospel, a intérprete arrancou entusiásticos aplausos da plateia..." O álbum Tudo Posso marca a estreia de Celina com a gravadora Som Livre e reúne os maiores sucessos dos 25 anos de carreira da artista. O CD conta ainda com as participações especiais da cantora Adriana e do Padre Fábio de Melo. O destaque deste 8º CD é a música Tudo Posso, autoria de Celina que dá nome ao novo trabalho, assim como a faixa inédita Nas Asas do Senhor, que promete encantar o público.


Salmo 32

Irmã Dulce

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

São Gaudêncio

São Gaudêncio O nome do santo que lembramos neste dia, é Gaudêncio, que vem do latim "gaudere", que significa alegrar-se. Muito sugestivo, pois é com alegria que contemplamos a vida deste santo Bispo de Bréscia, na Itália.

Provavelmente, era natural daquela cidade que conheceu no século II o Cristianismo, e onde fazia parte do seu Clero diocesano. Muito conhecido e respeitado pela santidade, zelo pastoral e eficácia na pregação, São Gaudêncio foi amigo de vários outros Bispos santos (principalmente Santo Ambrósio de Milão).

No ano 400, como peregrino, foi conhecer a Igreja de Cristo e as grandes igrejas da antiguidade. Nesta viagem, fez amizade com o Patriarca de Constantinopla, São João Crisóstomo, e também no Oriente adquiriu relíquias de mártires, que levou para sua cidade episcopal, a fim de motivar a pureza da fé.

Admirado pela oratória, deixou como riqueza numerosos sermões, tratando do mistério pascal, festas litúrgicas e comentários sobre o Evangelho. Após uma vida muito frutuosa no culto e no cuidado das ovelhas do Bom Pastor, principalmente de amor aos pobres, Gaudêncio entrou no Céu no ano de 410.

Desde logo recebeu o culto de veneração que a Igreja ratificou em seu Martirológio. Suas relíquias conservam-se na Igreja de São João Evangelista em Bréscia.


São Gaudêncio... rogai por nós!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Santa Úrsula

Santa Úrsula Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. A fama de sua beleza se espalhou e ela passou a ser desejada por vários pretendentes (embora Úrsula tenha feito um voto secreto de consagração total a Deus). Seu pai acabou aceitando a proposta de casamento feita pelo duque Conanus, um general de exército pagão, seu aliado.

Úrsula fora educada nos princípios cristãos. Por isso ficou muito triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai. Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava converter o general Conanus durante esse tempo, ou então, encontrar um meio de evitar o casamento. Mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra.

Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio, acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze mil virgens, ao invés de onze apenas. Mas outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.

Foram navegando pelo rio Reno e chegaram a Colônia, na Alemanha. A cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou encantado ao próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e lhe propôs casamento. Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a jovem, no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma igreja guarda o túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.

Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici, fundou a Companhia de Santa Úrsula, com o objetivo de dar formação cristã a meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo em vista que nesta época a preocupação com a educação era voltada apenas para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma visão que ela teve.

Atualmente as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.


Santa Úrsula, rogai por nós!

domingo, 18 de outubro de 2009

São Lucas

18 de Outubro


São Lucas Estamos em festa na liturgia da Igreja, pois lembramos a vida e o testemunho do evangelista São Lucas. Uma figura simpática do Cristianismo primitivo, homem de posição e qualidades, de formação literária e de profundo sentido artístico divino.

Nasceu em Antioquia da Síria, médico de profissão foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Colaborador no apostolado, o grande apóstolo dos gentios em diversos lugares externa a alta consideração que tinha por Lucas, como portador de zelo e fidelidade no coração.

Ambos fazem várias viagens apostólicas, tornando-se um dos primeiros missionários do mundo greco-romano.

Tornou-se excepcional para a vida da Igreja por ter sido dócil ao Espírito Santo, que o capacitou com o carisma da inspiração e da vivência comunitária, resultando no Evangelho segundo Lucas e na primeira história da Igreja, conhecida como Atos dos Apóstolos.

No Evangelho segundo Lucas, encontramos o Cristo, amor universal, que se revela a todos e chama Zaqueu, Maria Madalena, garante o Céu para o "bom" ladrão e conta as lindas parábolas do pai misericordioso e do bom samaritano. Nos Atos dos Apóstolos, que poderia também se chamar Atos do Espírito Santo, deparamos com a ascensão do Cristo, que promete o batismo no Espírito Santo, fato que se cumpre no dia de Pentecostes, e é inaugurada a Igreja, que desde então vem evangelizando com coragem, ousadia e amor incansável todos os povos.

Uma tradição - que recolheu no séc. XIV Nicéforo Calisto, inspirado numa frase de Teodoro, escritor do séc. VI - diz-nos que São Lucas foi pintor e fala-nos duma imagem de Nossa Senhora saída do seu pincel. Santo Agostinho, no séc. IV, diz-nos pela sua parte que não conhecemos o retrato de Maria; e Santo Ambrósio, com sentido espiritual, diz-nos que era figura de bondade. Este é o retrato que nos transmitiu São Lucas da Virgem Maria: o seu retrato moral, a bondade da sua alma. O Evangelho de boa parte das Missas de Maria Santíssima é tomado de São Lucas, porque foi ele quem mais longamente nos contou a sua vida e nos descobriu o seu Coração.

Duas vezes esteve preso São Paulo em Roma e nos dois cativeiros teve consigo São Lucas, "médico queridíssimo". Ajudava-o no seu apostolado, consolava-o nos seus trabalhos e atendia-o e curava-o com solicitude nos seus padecimentos corporais. No segundo cativeiro, do ano 67, pouco antes do martírio, escreve a Timóteo que "Lucas é o único companheiro" na sua prisão. Os outros tinham-no abandonado.

O historiador São Jerônimo afirma que Lucas viveu a missão até a idade de 84 anos, terminando sua vida com o martírio. Por isso, no hino das Laudes rezamos: "Cantamos hoje, Lucas, teu martírio, teu sangue derramado por Jesus, os dois livros que trazes nos teus braços e o teu halo de luz".

É considerado o Padroeiro dos médicos, por também ele ter exercido esse ofício, conforme diz São Paulo aos Colossenses (4,14): "Saúda-vos Lucas, nosso querido médico".

São Lucas, rogai por nós!

Evangelho (Marcos 10,35-45)

Domingo, 18 de Outubro de 2009
29º Domingo do Tempo Comum

— O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós. — PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” 37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” 38Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim; quem quiser ser grande, seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”. - Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 17 de outubro de 2009

Santo Inácio de Antioquia

Santo Inácio de Antioquia Neste dia deparamos com a fé ardente, doação completa e amor singular ao Cristo do mártir Inácio, sucessor de São Pedro em Antioquia da Síria, que desde a infância conviveu com a primeira geração dos cristãos.

Como Bispo foi muito amado em Antioquia e no Oriente todo, pois sua santidade brilhava, tanto que o prenderam devido a sua liderança na religião cristã, durante o Império de Trajano, por volta do ano 107.

Chamado Teóforo - portador de Deus - Inácio, ao ser transportado para Roma, sabia que cristãos de influência na corte imperial poderiam impedi-lo de alcançar Cristo pelo martírio, por isso, dentre tantas cartas que enviara para as comunidades cristãs, a fim de edificar, escreveu em especial à Igreja Católica em Roma: "Eu vos suplico, não mostreis comigo uma caridade inoportuna. Permiti-me ser pasto das feras, pelas quais me será possível alcançar Deus, sou trigo de Deus e quero ser moído pelos dentes dos leões, a fim de ser apresentado como pão puro a Cristo. Escutai, antes, as feras, para que se convertam em meu sepulcro e não deixem rasto do meu corpo. Então serei verdadeiro discípulo de Cristo".

Nesta mesma carta há uma preciosa afirmação sobre a presença de Cristo na Eucaristia: "Não encontro mais prazer no alimento corruptível nem nos gozos desta vida, o que desejo é o pão de Deus, este pão que é a carne de Cristo e, por bebida, quero seu sangue, que é o amor incorruptível".

Santo Inácio escreveu sete cartas: Epístola a Policarpo de Esmirna, Epístola aos Efésios, Epístola aos Esmirniotas, Epístola aos Filadélfos, Epístola aos Magnésios, Epístola aos Romanos, Epístola aos Tralianos.

Santo Inácio foi, de fato, atirado às feras no Coliseu em Roma no ano 107, e hoje intercede para que comecemos a ter a têmpera dos mártires a fim de nos doarmos por amor.

Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Santa Margarida Maria Alacoque

Santa Margarida Maria Alacoque Deus suscitou este luzeiro, ou seja, portadora da luz, que é Cristo, num período em que na Igreja penetrava as trevas do Jansenismo (doutrina que pregava um rigorismo que esfriava o amor de muitos e afastava o povo dos sacramentos). O nome de Santa Margarida Maria Alacoque está intimamente ligado à fervorosa devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Nasceu na França em 1647, teve infância e adolescência provadas, sofridas. Órfã de pai e educada por Irmãs Clarissas, muito nova pegou uma estranha doença que só a deixou depois de fazer o voto à Santíssima Virgem.

Com a intercessão da Virgem Maria, foi curada e pôde ser formada na cultura e religião. Até que provada e preparada no cadinho da humilhação, começou a cultuar o Santíssimo Sacramento do Altar e diante do Coração Eucarístico começou a ter revelações divinas.

"Eis aqui o coração que tanto amou os homens, até se esgotar e consumir para testemunhar-lhe seu amor e, em troca, não recebe da maior parte senão ingratidões, friezas e desprezos". As muitas mensagens insistiram num maior amor à Santíssima Eucaristia, à Comunhão reparadora nas primeiras sextas-feiras do mês e à Hora Santa em reparação da humanidade.

Incompreendida por vários, Margarida teve o apoio de um sacerdote, recebeu o reconhecimento do povo que podia agora deixar o medo e mergulhar no amor de Deus. Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus e o Papa Pio XIII recomendou esta devoção que nos leva ao encontro do Coração Eucarístico de Jesus. Santa Margarida Maria Alacoque morreu em 1690 e foi canonizada pelo Papa Bento XV em 1920.


Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Santa Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus)

Santa Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus) Com grande alegria lembramos, hoje, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada "Doutora da Igreja": Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus).

Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais.

Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico. Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo.

Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.

Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa.

O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: "Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer".

No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro.

Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

São Calisto I


São Calisto I Os Papas da Igreja são por excelência os Príncipes do Cristianismo, e hoje lembramos um dos Príncipes da Fé que mais se destacou entre os primeiros Papas: São Calisto I.

Filho de uma humilde família romana, nasceu em 160. Administrador dos negócios de um comerciante, Calisto passou por grandes dificuldades, pois algo saiu de errado no trabalho, chegando a ser flagelado e deportado para a ilha da Sardenha, onde como condenação enfrentou trabalhos forçados nas minas, juntamente com cristãos condenados por motivos de fé.

Sem dúvida, com a convivência com os cristãos que enfrentavam o martírio, pois o Cristianismo era considerado religião ilegal, Calisto decidiu seguir a Jesus. Mais tarde muitos cristãos foram resgatados do exílio e a comunidade cristã o libertou.

O Santo de hoje colaborou com o Papa Vítor e depois como diácono ajudou o Papa Zeferino em Roma, pois assumiu, com muita sabedoria, a administração das catacumbas, na Via Ápia, que eram aqueles cemitérios cristãos, que se encontravam no subsolo por motivos de segurança, e também serviam para celebrações litúrgicas, além de guardar para a ressurreição os corpos dos mártires e dos primeiros Papas.

Com a morte do Papa Zeferino, o Clero e o povo elegeram Calisto como o sucessor deste, apesar de sua origem escrava. Foi perseguido, caluniado e morreu mártir, quando acabou condenado ao exílio. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço.

Durante os seis anos de pastoreio zeloso e santo, São Calisto I condenou a doutrina que se posicionava contra a Santíssima Trindade. Até o seu martírio defendeu a Misericórdia de Deus, que se expressa pela Igreja, que perdoa os pecados dos que cumprem as condições de penitência, assim, combatia Calisto os rigoristas que condenavam os apóstatas adúlteros e homicidas.

São Calisto I, rogai por nós!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Desigualdade e profecia: os desafios da Igreja brasileira

Quatrocentos e trinta e nove (439): esses são os membros da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – a maior do mundo.

Divididos em 75 circunscrições eclesiásticas, eles necessitam de um ano para realizar a visita ad limina, que teve início no mês de setembro.

A quantidade de bispos espelha a vastidão do país e suas inúmeras realidades. O arcebispo de Natal, no nordeste brasileiro, Dom Matias Patrício de Macêdo, fala da Igreja que foi apresentada a Bento XVI:

"Uma Igreja que está caminhando, enfrentando as dificuldades, os desafios, que são gerais, com características especiais. Enfrentando o descaso dos homens públicos, enfrentando a indiferença daqueles mesmos que se dizem cristãos com relação aos pobres, enfrentando todas essas situações de insegurança, de falta de saúde, desses serviços públicos que devem existir e que, infelizmente, as promessas são feitas, mas nem sempre cumpridas."

Com dois milhões de habitantes, Natal é uma cidade turística que atrai milhares de visitantes e muitos problemas. Entre eles, drogas, prostituição infantil e superlotação das penitenciárias. Na base dessa realidade, está a desigualdade social:

"Há uma diferença realmente grande entre uns e outros. Podemos até dizer que são ricos ficando cada vez mais ricos e os pobres ficando cada vez mais pobres. Mas está aí a nossa palavra, que é a Palavra de Deus, lembrando que todos somos irmãos e quem têm duas túnicas, que dê uma há quem não tem."



Beata Alexandrina Maria da Costa

Beata Alexandrina Maria da Costa Alexandrina Maria nasceu em Balasar (Portugal) no dia 30 de março de 1904, aos 14 anos não hesitou em jogar-se pela janela para fugir de três homens que ameaçavam a sua pureza. As consequências foram terríveis, mas não imediatas; depois de alguns anos, ela foi obrigada a ficar em cama por causa de uma paralisia que foi agravando-se durante os trinta anos que lhe restou de vida. Ela não se desesperou e abandonou-se nas mãos de Jesus com essas palavras: “Jesus, Tu és prisioneiro no tabernáculo como eu sou na minha cama, assim fazemos companhia um ao outro”.

Em seguida começou a ter experiências místicas cada vez mais fortes que começavam numa sexta-feira, 3 de outubro de 1938 e terminavam no dia 24 de março de 1942. Experimentou 182 vezes, todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão e desde 1942 até o dia da sua morte, Alexandrina alimentou-se unicamente da Eucaristia por mais de treze anos.


Depois dos dez longos anos de paralisia que ela havia oferecido para a reparação Eucarística e para a conversão dos pecadores, no dia 30 de julho de 1935 Jesus apareceu-lhe e lhe disse: “Eu te coloquei no mundo para que vivas somente de Mim, para testemunhar ao mundo o valor da Eucaristia (...) A cadeia mais forte que acorrenta as almas a Satanás é a carne, é a impureza. Nunca se viu antes uma expansão
de vícios, de maldades e crimes como hoje! Nunca se pecou tanto (...) A Eucaristia, o meu Corpo e o Meu Sangue! A Eucaristia: eis a salvação do mundo".

Também a Virgem Maria apareceu-lhe no dia 2 de setembro de 1949 com um terço na mão, dizendo: “O mundo agoniza e morre no pecado. Quero oração, quero penitência. Protege com o meu terço aos que amas e a todo o mundo”. No dia 13 de outubro de 1955, aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, Alexandrina exclamou: “Sou feliz porque vou ao Céu”. Às 19:30 h desse mesmo dia expirou.

Conhecida como a "Santinha de Balasar", Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, a 25 de Abril de 2004. A cura milagrosa de uma devota emigrada na França serviu para concluir o seu processo de Beatificação. Balazar, atualmente, é o segundo local de maior peregrinação em Portugal após Fátima.

Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!
Fonte www.cancaonova.com

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bento XVI: Jesus nos convida ao dom total da vida



A perfeição dos santos consiste “em escolher ir contra a corrente vivendo segundo o Evangelho”. É a reflexão feira neste domingo de manhã por Bento XVI, presidindo, na Basílica Vaticana, a canonização de cinco bem-aventurados. O Papa recordou como Jesus, ainda hoje, convide todos ao dom total da própria existência, “sem cálculo e interesse humano”. Um convite exigente, portanto, que os santos acolhem generosamente, colocando-se “como humilde docilidade no seguimento de Cristo crucificado e ressuscitado”. Distantes pelas coordenadas históricas e geográficas, mas ainda atuais.

O exemplo dos cinco novos santos se eleva como uma sinfonia para os fiéis de hoje. Zygmunt Szsczesny Felinski, arcebispo de Varsóvia; os espanhóis Francisco Coll Y Guitart e Rafael Arnaiz Baron, morto aos 27 anos depois de ter deixado uma vida abastada para seguir Cristo; a francesa Marie de la Croix, empenhada na assistência aos anciãos, que neste hoje, recordou Bento XVI, “sofrem por causa da pobreza e da solidão, sendo muitas vezes até mesmo abandonados pelas suas famílias”; e o belga Jozef Damião de Veuster, morto nas ilhas Havaí curando os leprosos. Um homem, concluiu o Pontífice, que nos convida a abrir os olhos sobre tantas formas de lepra que hoje desfiguram a humanidade, devido sobretudo à falta de amor.

Fonte h2onews.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Nossa Senhora da Conceição Aparecida Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede. A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria.

A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas. O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus. Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova.

Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o "maior Santuário Mariano do mundo".

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!


domingo, 11 de outubro de 2009

Artistas em ordem de batalha


Padre Cleidimar
Foto: Robson Siqueira/CN
Tudo ao nosso redor, toda a criação de Deus é como um presente para nós, mas nós acabamos nos esquecendo disso. Imagine se nós tivéssemos aqui no Brasil filmes que nos edificassem, alguns produtores até trazem esta preocupação, mas que bom seria se todos tivessem a preocupação de aproximar mais as pessoas de Deus pelo que passam nas TV's, pela arte que fazem.

Vamos ler a passagem do livro do Apocalipse capitulo 12, versículos 7 e 8, 12, 17:
“7. Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão lutou, juntamente com os seus anjos, 8.mas foi derrotado; e eles perderam seu lugar no céu. 12.Por isso, alegra-te, ó céu, e todos os que nele habitais. Mas ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu para o meio de vós e está cheio de grande furor; pois sabe que lhe resta pouco tempo”. 17.Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão começou a combater o resto dos filhos dela, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus.”

Nós como ministros de arte devemos batalhar, estar atentos. Vamos pensar em um exército quando sai para se preparar, os soldados se exercitam, eles enfrentam os obstáculos, as dificuldades e chega uma hora que este exército estará pronto para batalha. Assim somos nós, precisamos nos exercitar, para na hora da batalha podermos vencê-la.

Nós somos da descendência de Nossa Senhora e por isso também o demônio está querendo nos devorar. E o que você deve fazer? Ficar parado, esperando que ele te devore? Não! Você precisa se exercitar, para quando estiver em batalha conseguir superar o inimigo. A primeira coisa que o artista deve fazer, antes mesmo de estar nos palcos, é se colocar em oração, se rebaixar, se exercitar, pois é na oração que você se coloca na presença de Deus, você vai ficando robusto e Deus te dará a graça de realizar a sua missão.

Se você se exercita, você saberá lidar com as tentações. Mas o ministro de artes que não tem vida de oração será derrotado, pois coloca a confiança em suas próprias forças. Você poderia me perguntar: “Padre porque tenho que me exercitar?”. Eu respondo a você. Tem muita gente que esqueceu qual é o seu lugar no projeto de Salvação de Deus. O seu lugar é o céu, o tentador vem nos enganar querendo nos convencer que nosso lugar é aqui na terra, mas nosso lugar é o céu.

Por que as vezes há uma insatisfação em nós todas as vezes que conseguimos bens materiais? Porque nosso lugar não é aqui! Há uma satisfação passageira em nós, pois nossa meta é o céu e por mais que você faça as coisas, ou as conquiste isso te dará uma satisfação temporária aqui na terra. A nossa vida aqui nesta terra é cheia de temperos, algumas coisas que nos dão uma alegria passageira, isso não se compara com a alegria que nos espera no céu!

"Nós como ministros de arte devemos batalhar", diz padre Cleidimar
Foto: Robson Siqueira/CN
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Você é uma obra maravilhosa de Deus e a melhor arte que Deus fez foi você, mas vem o tentador e desfigura esta arte que Deus fez. Alguns já buscam uma nova figura, conforme aquilo que Deus quis para nós e por isso você que é artista precisa ajudar estes que buscam ser esta nova pessoa. Dançarinos, pintores, atores, instrumentistas, cantores, coloquem a sua arte a serviço do povo de Deus!

Não se prenda aos aplausos que você pode receber, se prenda ao povo que quer caminhar para a restauração, que quer fazer este caminho de volta para Deus. Muitos já ficaram cegos, perderam a noção daquilo que Deus já fez e faz, por exemplo, estes dias eu percebi que não estava nem percebendo o gosto dos alimentos que Deus me dava por conta da correria da vida. Muitas vezes somos assim, não degustamos as coisas e vamos nos tornando obesos, porque comemos até o que não devíamos, isso também faz parte da nossa sensibilidade de artistas, se caímos no ativismo nós vamos perdendo algo que é próprio do artista, a sensibilidade.

Não podemos ser artistas mais ou menos, devemos ser artistas de verdade. Jesus quando fez a sua maior arte, que foi doar-se na cruz, Ele se entregou por inteiro, assim também artistas, devemos ser cada um de nós. Tem muita gente que vive a oração somente na casca, então quando vem a provação a pessoa não agüenta. No dia da minha ordenação, eu deitado no chão e já esperando receber a oração do Bispo, fui tentado por uma voz que me dizia: “Levanta daí, seu lugar não é aí, você não vai ser padre!”. E eu na hora repreendi esta voz e me entreguei inteiramente a Deus. Deixe de ser bobo! Não se entregue as tentações que vem até você, renuncie em nome de Jesus aquilo que quer tirar você de Deus.

Tome cuidado com as músicas, filmes, ideologias que nos apresentam, pois como somos artistas e mais sensíveis vamos absorvendo tantas coisas que não são para nós. Assumimos tantas coisas mentirosas como verdades em nossas vidas e se não tomarmos cuidado somos levados por estas coisas.

"Não podemos ser artistas mais ou menos", diz padre Cleidimar
Foto: Robson Siqueira/CN

Certa vez o padre Jonas falou para nós tomarmos cuidado com nossas emoções, com as músicas que ouvíamos e chegando em casa fui ver quais os tipos de músicas que estava ouvindo e fui percebendo que os CDs seculares que eu tinha me levavam a uma depressão, eu chegava a ter vontade de morrer ao ouvir aquelas músicas e percebi que aquilo não me fazia bem, me decidi destruir aqueles CDs. Ministros tenham cuidado com sua sensibilidade!

No nosso país há muita gente de qualidade, artistas muito bons, mas que estão usando sua arte como uma porcaria, o papel do artista não é levar as pessoas para o inferno, mas levar as pessoas para o céu. As crianças de hoje em dia estão sendo entulhadas com o lixo deste mundo, há muitas músicas que elas ouvem que não as levam a Deus. Eu quero conclamar os artistas de nosso Brasil, os atores, os escritores, os roteiristas, os fotógrafos, os músicos, os cantores, enfim todos os artistas do nosso Brasil, se voltem para Deus e façam do nosso povo, um povo de Deus. Jesus falava: “Quem não está comigo, está contra mim” Lucas 11, 23, ou seja, os artistas que não estão fazendo aquilo que Jesus pregou, estão do lado do tentador, então fiquemos atentos a tudo isso e façamos bom uso da arte que Deus nos deu.

E nesse caminho precisamos saber que a felicidade completa só a encontraremos no céu!

Transcrição e adpatação: Flávio Pinheiro

Fonte www.cancaonova.com

Luau com Brais Oss encerra com chave de ouro segundo dia de acampamento

Hoje você vai fazer uma experiência profunda com o Espírito Santo!”. Está foi a frase que o cantor e missionário da Canção Nova, Brais Oss, proclamou ao iniciar a última atividade de sábado (10), no Acampamento para Músicos e Artistas – que acontece desde sexta-feira, na sede da comunidade, em Cachoeira Paulista (SP).

Depois de rezar o terço com mais de 200 jovens presentes na Ermida Mãe Rainha, ele explicou que o luau seria uma partilha de sua vida para mostrar aos presentes que todo ser humano é um projeto perfeito de Deus. “Às vezes a gente sai do caminho, bagunça os desígnios do Senhor, mas Ele nos resgata novamente, assim como fez comigo. E é isso que vai acontecer com você nesta noite também”, exclamou Brais.

Entre uma dica e outra, algumas canções e muita oração, o músico deu um aviso importante aos artistas cristãos: “Músico e artista católico que não tem um momento para rezar, para adorar, dá brecha para o demônio agir e a evangelização não acontece”. Para enfatizar a importância da conversa com Deus, Brais partilhou sobre uma experiência que viveu recentemente, na qual teve vontade de abandonar tudo.

“Eu já tive vontade de largar a Canção Nova, este Ministério de Música que participo, às vezes o cansaço acaba com o nosso ânimo. Mas o Senhor que está dentro de cada um de nós não permite que façamos isso conosco e com os outros. Somos luz, não podemos apagar!”, enfatizou.

O missionário explicou ainda que, muitas vezes, o mal usa da fraqueza do homem para o desviar do caminho, mas, que quando ele está firme na Palavra, nada o atinge. Brais mostrou fotos desde sua infância, passando pela sua adolescência e juventude turbulenta, até a sua conversão e casamento, para comprovar o poder de Deus.

"Todo ser humano é um projeto perfeito de Deus", diz Brais Oss
Foto: Clarissa Oliveira

“Eu achei meu pai morto aos 12 anos, comecei a cantar num barzinho no mesmo ano, experimentei todo o tipo de drogas que você pode imaginar e vivi uma sexualidade totalmente desregrada. O Pai odeia o pecado, mas ama o pecador. Ele não desistiu de mim e agora estou aqui O servindo”, testemunhou.

Na oportunidade, o músico também compôs uma música no improviso para mostrar o poder do Espírito Santo naqueles que depositam n'Ele a sua força.

Assista um trecho da música que ele compôs:


Fonte www.cancaonova.com

Evangelho (Marcos 10,17-30)

Domingo, 11 de Outubro de 2009
28º Domingo do Tempo Comum



— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”
18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe”.
20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”.
21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”
22Mas, quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.
23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”
24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”
26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?”
27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.
28Pedro então começou a dizer-lhe: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”.
29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.